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SAÚDE. Manifesto assinado por 267 médicos de Sta Maria defende tratamento precoce para covid-19

Hidroxicloroquina e ivermectina estão entre as medicações indicadas

Manifesto é assinado por 267 médicos oriundos de diversas especialidades. Foto Reprodução

Por Maiquel Rosauro

Um grupo formado por 267 médicos de Santa Maria divulgou um manifestou, nesta quarta-feira (3), em defesa do tratamento precoce para covid-19. O tratamento consiste na combinação de medicações como hidroxicloroquina, ivermectina, bromexina, azitromicina, Nitazoxanida, zinco, vitamina D e anti-coagulantes, além de corticoides.

“NUM MOMENTO QUE CENTENAS DE CASOS SURGEM EM NOSSA CIDADE, NÃO PODEMOS FICAR DE BRAÇOS CRUZADOS E DEIXAR DE TRATAR ESSES PACIENTES”, diz trecho do documento.

O grupo, formado por médicos de diversas especialidades, alega que o tratamento precoce minimiza a replicação viral, o que reduz o número de pacientes que progridem para fases mais graves da doença.

“Há disponível nos sites https://hcqmeta.com, https://ivmmeta.com, https://c19study.com/, https://c19ivermectin.com/?s=08, https://copcov.org e https://c19legacy.com/?s=08 a compilação de diversos estudos e estatísticas envolvendo drogas utilizadas como parte do arsenal terapêutico, entre outros trabalhos disponíveis em bases de dados científicos confiáveis”, aponta o manifesto.

O Site entrou em contato com dois médicos que assinam o documento e ambos atestaram a veracidade do documento.

Trecho do manifesto divulgado pelos médicos santa-marienses nesta quarta-feira (3). Foto Reprodução

Conforme Boletim Epidemiológico divulgado na noite de terça (2) pela Prefeitura, Santa Maria possui 18.557 casos confirmados de covid-19, 15.958 curados e 260 óbitos.

O painel da Secretaria Estadual de Saúde, atualizado às 13h07min desta quarta, indica que 94,8% dos leitos de UTI estão ocupados em Santa Maria.

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10 Comentários

  1. O manifesto foi divulgado no inicio do mês fatídico de 03/2021, o qual nunca será esquecido pelo elevado número de mortes decorrentes da pandemia. A simultaneidade entre a divulgação do manifesto com a significativa elevação do número de óbitos no mês, na minha visão, reclama um esclarecimento complementar dos signatários. O que deu errado? A recomendação do manifesto não foi implementada? Ou ocorreu o contrário, a prática demonstrando que os efeitos da medicação não alcançam o COROVAVIRUS 2019?

    1. Analisando o citado manifesto, colhe-se o seguinte fragmento: “O grupo que assina este “Manifesto Público” é composto majoritariamente por médicos de várias especialidades que trabalham diretamente com os doentes de Covid19…”. Tive o cuidado em aferir a especialidade de cada médico signatário junto ao CREMERS, chamando-me a atenção que somente três dos signatários têm a Medicina Intensiva como especialidade médica, exatamente a especialidade que trata diretamente com os paciente em estado mais grave.

  2. Os tais estudos que atestam a eficácia do tratamento precoce usam metodologia distorcida, e distorce os dados finais de alguns dos testes em que a conclusão é NEGATIVA para o uso destes medicamentos como tratamento precoce em larga escala, feita por pessoas comuns pegando e consumindo remédios por conta própria.

    A vacina tem demonstrado propriedades boas na queda de mortes e imunização. Tanto é que já estamos vendo uma curva descendente nos Estados Unidos, enquanto aqui na terra tupiniquim com um presidente que diz uma coisa e faz outra, só vemos curva ascendente.

    Com a ignorância cultural e moral que boa parte da população está apresentando, passaremos os Estados Unidos em número de mortes muito em breve. Mas para o líder do país, quem morre não importa porque morrer todo mundo irá.

    Ou estou errado?

  3. Só no Brasil este tratamento ,isto quer dizer que a indústria farmacêutica ,e um governo sem critérios é que comanda .

  4. Que vergonha. Médico querendo dar carteiraço pra praticar charlatanismo. Não existe tratamento precoce. Anotando o nome de quem nunca procurar, porque um médico que se presta a essa presepada, não está em condições de cuidar da minha saúde.

  5. Que coisa vergonhosa para uma cidade denominada Universitária, Cidade Cultura. Não existe tratamento precoce, retrocedemos dois séculos, que pavor.

  6. Conheço alguns dos profissionais e sei que o que move os médicos é a vontade de promover o bem. Assinalo isso, para evitar uma leitura dogmática e intolerante. Há alguns problemas a considerar, entretanto: primeiro, o art. 113 do Código de Ética Médica veda explicitamente “Divulgar, fora do meio científico, processo de tratamento ou descoberta cujo valor ainda não esteja expressamente reconhecido cientificamente por órgão competente”. Uma coisa, então, é a autonomia médica para, em consentimento informado, tentar uma abordagem em torno da qual não há evidências robustas ou consenso científico. Outra coisa é fazer propaganda dessa abordagem. Por isso, é inaceitável uma política pública que distribua drogas sem efeito terapêutico comprovado como o Governo Federal tem feito com a Hidroxicloroquina e o chamado “Kit Covid”. Um dos problemas da propaganda é que ela induz os pacientes. A maioria deles, no primeiro contato com o médico, já pede o “tratamento precoce”. Médicos que se orientam por evidências robustas precisam, então, explicar que não há comprovação e que há efeitos iatrogênicos a considerar.
    Outro tema é o fato de que a crença disseminada nas possibilidades do tratamento precoce contribui, logicamente, para a diminuição dos cuidados de prevenção. A crise que vivemos agora, aliás, tem muito a ver com o “liberou geral” dos últimos meses. Por fim, há o problema do foco na política pública. Não há qualquer dúvida de que vacinação em massa e rápida é a abordagem mais eficaz para superar a pandemia e que o distanciamento social é, nesse momento, a única maneira de reduzir os contágios. Sabendo disso, como o sabem, evidentemente, todos os médicos que não foram abduzidos pelo negacionismo genocida, porque não se multiplicam os manifestos em favor da vacina e do distanciamento?
    Uma posição ampla e pública dos médicos sobre esses temas ajudaria muito no combate aos movimentos antivacina que se espalham pelo Brasil na senda das declarações absurdas do presidente. Ajudaria também os gestores que tentam assegurar medidas restritivas.

    1. Não vejo os profissionais da saúde contra a vacina. Mas não é possível que estejamos apostando todas as nossas fichas na vacina. São pouco mais de 9 milhões de pessoas vacinadas no Brasil, de um total de 209,5 milhões de habitantes. E temos que considerar as novas variações genéticas do vírus, que acabam por ser muitas vezes resistentes às vacinas já criadas. E não consigo entender, as mesmas pessoas que defendem a vacina, sem eficácia garantida, sem comprovações científicas necessárias, talvez pela emergência da situação, são as pessoas contra a medicação precoce alegando falta de comprovação científica. Existem sim estudos que atestam a eficácia do tratamento precoce, e o seu uso deve ser uma opção apresentada aos pacientes com covid, sendo que esse kit já salvou milhões de pessoas e ainda estamos no discurso de que não há comprovação.

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