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ASSEMBLEIA. Faltam votos e governo recua e decide não votar nesta terça-feira a “PEC da Privatização”

Ausência de parlamentares faz articulação do Palácio Piratini adiar votação

Com ausência de deputados, faltam votos para o governo aprovar a PEC da Privatização em segundo turno (foto Joel Vargas/Assembleia)

Reproduzido do Site do Correio do Povo / Texto da colunista política Taline Oppitz

O governo gaúcho desistiu de votar nesta terça-feira, na sessão híbrida da Assembleia, a PEC que acaba com a obrigatoriedade de realização de plebiscito para a privatização da Corsan, atualmente alvo do Executivo, Procergs e Banrisul. A decisão foi tomada nesta segunda, no fim do dia, devido à inexistência de margem na votação em primeiro turno e também à falta de votos, em função das situações de dois deputados, que estão afastados.

Any Ortiz (Cidadania), está em licença maternidade. Sua condição, no entanto, ainda não foi oficializada à Casa. Há ainda a situação de Beto Fantinel (MDB), internado com Covid-19. Segundo boletim médico divulgado no domingo à noite, “o deputado está reagindo bem à medicação, porém, é necessário que mantenha-se em repouso absoluto”. Ambos os casos foram tratados em reunião de articuladores do governo gaúcho.

O Piratini contava até ontem (segunda) à tarde com 32 votos, insuficientes para a aprovação, sem contabilizar Any e Fantinel, que garantiriam 34 votos. A expectativa é a de que a análise da PEC ocorra agora daqui a duas e três semanas. Em 27 de abril, na primeira votação, em plenário, foram 33 votos a favor da proposta, número mínimo necessário.

Há ainda a polêmica envolvendo os votos de Dirceu Franciscon e de Neri, o Carteiro. A oposição apresentou requerimento para anular a votação e, paralelamente, trabalha com o ingresso de ação na Justiça para tentar impedir a votação da PEC. Na pauta de hoje no plenário, constam 19 projetos, além de quatro propostas do Executivo que cumpriram a tramitação em regime de urgência e trancam a pauta. 

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