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COMUNICAÇÃO. ONG Somos registra ocorrência e denuncia jornalista de Porto Alegre por homofobia

Texto de Políbio Braga usou palavras discriminatórias. Caso repercutiu na AL

Caio Klein, advogado e diretor executivo da Somos, e o jornalista Políbio Braga, o acusado (fotos Reprodução/Redes Sociais)

Reproduzido do site especializado Coletiva.Net

texto escrito pelo jornalista Políbio Braga nesta terça-feira,18, em seu site, sobre a iluminação do Palácio Piratini com as cores da bandeira LGBTI+, no Dia Internacional de Combate a LGBTfobia, gerou mais do que polêmica. As palavras do comunicador foram interpretadas como discriminatórias pela ONG – Somos – Comunicação, Saúde e Sexualidade. Por isso, a organização o denunciou por crime de homofobia, enquanto o boletim de ocorrência foi feito na mesma data da publicação. 

O anúncio feito nas redes sociais da ONG, ao defender que Políbio “proferiu comentários discriminatórios associando a homossexualidade a zoofilia e questionou a posição da Organização Mundial da Saúde (OMS) que, desde 1990, não considera as orientações sexuais não-heterossexuais como doenças”. 

Tais palavras foram utilizadas no seguinte trecho do manifesto do jornalista: “O governador Eduardo Leite decidiu comemorar em alto estilo a legalização do homossexualismo (sic) como opção da vontade sexual das pessoas e não como uma patologia, pelo menos do ponto de vista da polêmica OMS”. 

Nesta quarta-feira, 19, o caso teve repercussão. Após o conhecimento da ação, a deputada Luciana Genro solicitou ao presidente da Assembleia Legislativa, Gabriel Souza, que os anúncios do parlamento gaúcho veiculados no blog do jornalista fossem retirados. Conforme a parlamentar, o presidente a garantiu que iria encaminhar a retirada das peças publicitárias. 

De acordo com a verificação da equipe do Coletiva.net, até a publicação desta matéria, os patrocínios continuavam sendo exibidos. Procurado pela reportagem do portalPolíbio Braga disse que “tomou conhecimento do registro, mas só se manifestará judicialmente”. 

Confira a nota da ONG Somos na íntegra:

ONG Somos denuncia jornalista gaúcho na polícia por homofobia

A  registrou na noite desta terça-feira (18) um boletim de ocorrência por crime de homofobia contra o jornalista Políbio Braga. O comunicador, ao noticiar ação do governador Eduardo Leite (PSDB), que iluminou o Palácio Piratini com as cores da bandeira do orgulho LGBTI+ no Dia Internacional de Combate a LGBTfobia, proferiu comentários discriminatórios associando a homossexualidade a zoofilia e questionou a posição da Organização Mundial da Saúde (OMS) que, desde 1990, não considera as orientações sexuais não-heterossexuais como doenças.  

O texto foi publicado no blog do jornalista. Em um trecho, ele escreveu que “o governador Eduardo Leite decidiu comemorar em alto estilo a legalização do homossexualismo (sic) como opção da vontade sexual das pessoas e não como uma patologia, pelo menos do ponto de vista da polêmica OMS”. 

Para Caio Klein, advogado e diretor executivo da Somos, esse tipo de atitude é inadmissível. “A homofobia é reconhecida como um crime pelo STF e é muito simbólico que este ataque aconteça justo em uma data tão importante, que pede justo o fim da discriminação contra pessoas LGBTI+. Iremos tomar todas as medidas cabíveis e esperamos que o caso seja acolhido pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância de Porto Alegre e que ela denuncie o profissional ao Ministério Público”, explica.

O jornalista e diretor operacional da ONG, Gabriel Galli explica que a situação se torna ainda mais grave quando cometida por um profissional da comunicação. “Além da ilegalidade como um todo, Braga também desrespeita o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, que é muito objetivo ao definir que o jornalismo não pode servir para atacar os direitos humanos e colocar em ainda mais vulnerabilidade populações já discriminadas. O que um comunicador fala tem potencial multiplicador”, afirma.

PARA LER A ÍNTEGRA, NO ORIGINAL, CLIQUE AQUI.

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