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CIDADE. Feiras de Economia Solidária ficam mais fortes com novos equipamentos e uma inauguração

Atos de sábado mostram unidade política e da Arquidiocese em favor do setor

Ato contou com várias autoridades políticas, além dos dois arcebispos (atual e o próximo) na manhã de ontem (Foto Maiquel Rosauro)

Por Maiquel Rosauro / Da Assessoria de Imprensa dos eventos da Economia Solidária

As feiras de Economia Solidária, de Santa Maria, preparam-se para um salto de qualidade que beneficiará consumidores e feirantes de toda a região Central do Rio Grande do Sul. Na manhã de sábado (7), durante o Feirão Colonial, no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, foram entregues centenas de equipamentos para feiras e inaugurado o Centro de Formação Paul Singer.

A conquista celebrada neste final de semana só foi possível devido à parceria entre Arquidiocese de Santa Maria, Prefeitura Municipal, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Instituto Federal Farroupilha (IFFAR), Cáritas e autoridades políticas de diferentes partidos.

O senador Paulo Paim (PT) destinou R$ 118.635,00 (R$ 100 mil de emenda parlamentar e R$ 18.635,00 de contrapartida da Prefeitura) para aquisição de mil cadeiras de plástico PVC, 200 mesas de PVC e 55 mesas com tampo de inox. Já o deputado federal Paulo Pimenta (PT) direcionou R$ 253 mil (R$ 250 mil de emenda parlamentar e R$ 3 mil de contrapartida da Prefeitura), usados para adquirir balcões refrigerados, fogões, panelas, balanças, cafeteiras e muito mais (confira a lista abaixo).

“Nossa região tem uma produção importante e um trabalho associativo dos produtores. Mas é essencial garantir o ponto de venda, aqui está o gargalo. Estamos comprando equipamentos que permitam que as questões sanitárias sejam resolvidas para que o produto de qualidade possa chegar no produtor. É bom para quem compra e para quem produz”, explica Pimenta.

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Prefeitura de Santa Maria participa da aquisição e entrega de equipamentos para o Feirão Colonial”, de Rafael Favero, da Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal (AQUI)

A licitação para adquirir os equipamentos foi executada pela Prefeitura de Santa Maria, tradicional parceira do Projeto Esperança/Cooesperança, braço da Arquidiocese de Santa Maria responsável pela organização dos grupos de Economia Solidária na região.

“Fizemos um termo de concessão de uso para a cooperativa, que faz a gestão dos equipamentos e organiza a distribuição para uso coletivo”, relata o secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Rodrigo Menna Barreto (DEM). 

Conforme a irmã Lourdes Dill, coordenadora do Projeto Esperança/Cooesperança, a chegada dos equipamentos possibilitará a reorganização do Feirão Colonial, realizado nas manhãs de sábado. A expectativa é de que tudo esteja pronto para a 46ª Feira da Primavera, em 11 de setembro.

Confira no vídeo mais detalhes sobre as emendas e os novos equipamentos: 

“O Centro de Formação Paul Singer será usado para cursos, reuniões e atividades formativas para pessoas que queiram usufruir deste espaço e viver dessa força da Economia Solidária”, explica irmã Lourdes.

O Centro de Formação recebeu recursos do governo do Estado, na época em que Tarso Genro (PT) era governador, da Ação Episcopal Adveniat (organização católica alemã de ajuda à América Latina) e da Conferência Episcopal Italiana.

Feicoop confirmada em outubro

A cerimônia de entrega dos equipamentos e inauguração do Centro de Formação contou com a presença de diversas autoridades políticas. A irmã Lourdes Dill confirmou a realização da 27ª edição da Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop), que este ano será realizada em formato híbrido entre os dias 3 e 10 de outubro (on-line entre os dias 3 e 7; e presencial entre 8 e 10).

O deputado federal Elvino Bohn Gass (PT), autor da Lei Estadual de Fomento à Economia Popular Solidária, há mais de cinco direciona emendas para a Feicoop. Segundo ele, as feiras geram renda, emprego, trabalho comunitário e fomentam a alimentação saudável, o artesanato e a agroecologia.

“A Economia Solidária é sustentável, mexe com qualidade de vida das pessoas. Queremos um comércio justo, produção sustentável e que, ambientalmente, não seja agressivo. Vou continuar sempre apoiador”, afirma Bohn Gass.
Antes da cerimônia inaugural ocorreu um café da manhã com autoridades. Entre os presentes estava o ex-prefeito de Santa Maria e deputado estadual Valdeci Oliveira (PT), que participa da Feicoop desde a primeira edição.

“Na primeira vez que participei da feira havia só uma peça e eu segurava o guarda-chuva para o cantor Antônio Gringo não se molhar enquanto tocava. E hoje se transformou neste grande centro. Eu fico muito feliz. Com o novo espaço e os novos equipamentos, além de ser um Centro de Referência de Economia Solidária, se tornará um centro de formação. É um espaço que tem de ser apropriado pela cidade, não apenas por aqueles que aqui visitam”, afirma Valdeci.

O prefeito de Santa Maria Jorge Pozzobom (PSDB) destacou em seu discurso que as feiras no município nunca foram paralisadas durante a pandemia. O tucano investiu no diálogo com os organizadores a fim de desenvolver protocolos específicos que garantissem a segurança de feirantes e consumidores. Pozzobom agradeceu as emendas e disse que seguirá trabalhando com os parlamentares petistas em outras áreas para beneficiar Santa Maria.

“Não podemos deixar de fazer as coisas porque o Pimenta ajudou. Fizemos duas creches e vamos fazer mais cinco. Muito obrigado Pimenta, é dessa maneira que a gente trabalha, de maneira coletiva”, disse o prefeito.

Arcebispo que assume dia 15, Dom Leomar Brustolin quebrou o protocolo e elogiou a unidade política em SM (foto Maiquel Rosauro)

Feirão Colonial e união política impressionam Dom Leomar

Sábado também foi dia de estreia no Feirão Colonial. O novo arcebispo de Santa Maria, Dom Leomar Antônio Brustolin, esteve pela primeira vez no Centro de Referência de Economia Solidária. Sua posse ocorrerá no dia 15 de agosto. 

Dom Leomar teve como cicerone o arcebispo-emérito Dom Hélio Adelar Rubert, que o levou a todos os pavilhões. Ao encontrar a irmã Lourdes Dill, o religioso logo quis saber como funcionava o Feirão Colonial.

“Estou procurando conhecer, que é o mais importante, e vim para escutar e para ver. Acho que só escutando a gente enxerga. Me alegro, acima de tudo, quando um projeto que durou tantos anos envolve tantas pessoas e tem tanta relevância no município de Santa Maria. Isso é suficiente para dizer que a gente precisa estar bem atento ao que acontece aqui para ajudar e reforçar, acima de tudo, o que após a pandemia vai ser muito necessário, a solidariedade”, disse Dom Leomar.

O novo arcebispo ressaltou que pretende se inteirar de todos os processos dos grupos de Economia Solidária, mas que já está bem contente com o pouco que conheceu.

“A gente vê o fruto, mas quer enxergar a raiz, demora um pouco. O que mais me alegrou foi o fato de estar totalmente vinculado a Arquidiocese. Não é uma obra paralela e nem autônoma, é uma obra da Arquidiocese”, afirma Dom Leomar.

Em seu discurso, ele quebrou o protocolo. Dom Leomar deu alguns passos e falou de frente para as demais autoridades. Ele disse que ficou impressionando ao ver lideranças de diferentes partidos juntos em favor da agricultura familiar e agradeceu a irmã Lourdes Dill por todo o trabalho realizado. 

O ato foi encerrado com a benção de Dom Hélio. Ele tem a expectativa de dias melhores pós-pandemia
“Esperamos que a sociedade e as famílias se organizem e tornem o mundo melhor”, deseja Dom Hélio.

O ato de sábado também contou com a presença da professora Celita da Silva (PT), representando o senador Paulo Paim; os vereadores petistas Valdir Oliveira, Marina Callegaro e Ricardo Blattes; o superintendente de Assistência Técnica da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Antoniangel Zanini, e a secretária adjunta de Elaboração de Projetos e Captação de Recursos, Jessica de Senne.

Emenda do deputado federal Paulo Pimenta, via Ministério da Cidadania

Valor: R$ 250 mil
Contrapartida da Prefeitura: R$ 3 mil
Total: R$ 253 mil
Equipamentos adquiridos:
27 gazebos de em aço galvanizado e lona impermeável
 6 freezers de 310 litros com duas tampas
16 balcões refrigerados de 220 litros
69 mesas com tampo de inox
2 refresqueiras com uma cuba refrigerada com capacidade 16 litros
3 fogões de três bocas 
2 botijões térmicos capacidade de 9,5 litros
5 panelas do tipo caçarola de alumínio de 60 litros
2 cafeteiras com um depósito de 8 litros
15 balanças digitais, com capacidade para 15 quilos, com bateria e energia elétrica
1 fogão de seis bocas
2 buffets quentes com oito cubas
1 forno elétrico com pedra refratária e dourador de inox

Emenda parlamentar do senador Paulo Paim, via Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Valor: R$ 100 mil
Contrapartida da Prefeitura: R$ 18.635,00
Total: R$ 118.635,00
Equipamentos:
1000 cadeiras de plástico 
200 mesas de PVC
55 mesas com tampo de inox

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