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PRESTA ATENÇÃO. Vai mudar a relação da mídia com as fontes. Será bem mais difícil manipular

Fala quem esteve só de um lado até bem pouco tempo atrás, e hoje convive diariamente com o fato de ser fonte. Não tenho queixas pessoais, digo desde logo, embora reconheça que às vezes (talvez por incapacidade minha, concedo) o que sai nos jornais não é exatamente o que informo. Mas, como se diz, o bom cabrito não berra.

 

Dito isto, é importante que se noticie uma modificação fundamental que começa a ocorrer na mídia nacional, com ganhos futuros ainda impossíveis de mensurar. Mais do que discursar, fiquemos com o caso que, penso, virou um divisor de águas – com o perdão do clichê.

 

Trata-se, aqui, o caso Petrobrás. Parece evidente que a mídia grandona (sem entrar no mérito da CPI que se pretende instalar no Senado) resolveu assumir um lado (para não dizer um partido). É legítimo – desde que comunique isso com clareza aos seus leitores; o que não é o caso, como sempre.

 

O que é inadmissível, por conta disso, manipular informações, sonegar dados, fazer disso uma falcatrua. Até agora, parecia impossível combater em igualdade de condições, sobrando apenas ações judiciais que, quando resolvidas, perdiam a razão de ser. Atenção: p-a-r-e-c-i-a.

 

Neste sábado, a Folha de São Paulo publicou uma reportagem que, no entender da Petrobrás, era completamente manipulada na edição, para não dizer no texto do repórter. O que aconteceu? Publicou, num blog que havia criado, todas as informações enviadas ao jornal, e as perguntas que lhe foram feitas. Aí, todo mundo pode perceber o que foi dito e o que foi publicado.

 

Não há dúvida que as empresas (incluídos O Estado de São Paulo e O Globo) estrilaram. Mas, da forma como foi feita a divulgação, aparentemente não há ilegalidade. Então, gente, melhor tomar cuidado. Descobre-se, com a internet, como ficou mais difícil sacanear alguém ou alguma organização.

 

Sobre o caso específico, acompanhe reportagem publicada na versão online d’O Estado de São Paulo (em texto assinado por Wellington Bahnemann) e não esqueça de acessar (lá embaixo) os links do material da FSP e as informações efetivamente prestadas pela Petrobrás. A seguir:

 

“Petrobras cria blog para expor suas posições sobre CPI

Segundo a estatal, o objetivo é ‘divulgar, de forma completa e transparente, o posicionamento da companhia’

Questionada por suas práticas tributárias e sobre licitações, além de alvo de uma CPI no Congresso, a Petrobras apresenta dados da empresa e sua posição sobre notícias e investigações em curso por meio de um blog. Desde 2 de junho, a estatal mantém no ar uma página na qual publica os e-mails encaminhados por jornalistas à área de comunicação da empresa solicitando informações para as reportagens. Além das perguntas, a Petrobras também disponibiliza em seu blog (http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/)  as respostas dadas à imprensa.  

Segundo a companhia, o objetivo do blog é “divulgar, de forma completa e transparente, o posicionamento da companhia sobre as questões relativas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)”. A medida levou os jornais O Estado de S. Paulo e O Globo a questionarem a legalidade do ato, e se houve pedido de autorização para publicação dos e-mails. “Não houve divulgação do e-mail, e sim das perguntas e respostas dadas ao jornal. No entendimento da Petrobras não há ilegalidade, pois o conteúdo divulgado é público”, respondeu a estatal.

A Petrobras informou que pretende, com o blog, “tornar públicas as respostas enviadas pela companhia, de forma completa e sem edição dos dados, sobre todos os questionamentos feitos pela imprensa”. O site é…”

 

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

 

PARA LER A MATÉRIA DA FSP, parcialmente editad na versão online, clique AQUI

 

PARA SABER O QUE EFETIVAMENTE A PETROBRÁS INFORMOU À FOLHA DE SÃO PAULO, CLIQUE AQUI

 

SUGESTÕES ADICIONAIS – sobre esse novo fenômeno, que poderá levar a mídia grandona a melhorar (sim, é possível crer nisso), vale a pena ler também o texto “A ofensiva virtual da Petrobrás”, publicado pelo jornalista Luis Nassif. Do mesmo profissional, não deixe de conferir a nota “O fim da era das perguntas em off”.

 

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