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FUSÃO. Acordo DEM/PSL por um novo partido não é sinônimo de votação contra governo. Pelo contrário!

As duas agremiações acompanham propostas de Bolsonaro em mais de 90%

Deputados do PSL em votação: Vitor Hugo (terno cinza) se alinhou ao governo em 98% das vezes (Foto Najara Araujo/Agência Câmara)

Reproduzido do portal especializado Congresso em Foco / Texto de Guilherme Mendes

Levantamento do Radar do Congresso, plataforma de busca e análise de dados do Congresso em Foco, aponta que a bancada do DEM na Câmara votou favoravelmente ao governo em 90% das vezes desde 2019. No PSL, que ainda abriga grande número de bolsonaristas e partido pelo qual o presidente se elegeu em 2018, o alinhamento é ainda maior: 95%. PSL e Patriota estão empatados no índice de governismo e são os mais fiéis a Bolsonaro na Câmara.

O DEM e o PSL estão em conversas para uma fusão, criando um novo partido que seria o maior no campo da direita política brasileira. No Congresso, o DEM, com 28 deputados, aumentaria a bancada do PSL na Câmara – atualmente a maior da Casa, com 53 parlamentares. No Senado, é o DEM, hoje com seis cadeiras, que passaria a ter sete, com a chegada de Soraya Thronicke (MS).

Se a proposta de fusão é de abrir um contraponto a Jair Bolsonaro (hoje sem partido) e contar com parlamentares contrários à postura do presidente, tanto DEM como PSL ainda se mantêm extremamente alinhados aos interesses do governo na pauta do Congresso Nacional.

Os dados do Radar do Congresso levam em conta o histórico de 1143 votações na Câmara e 270 votações no Senado desde o início da legislatura, em fevereiro de 2019.

Caso a fusão ocorra, é possível que o novo partido, que ainda não tem nome definido, se converta no maior da Câmara. O PSL conta, atualmente, 53 deputados federais e o DEM, 28.

Alguns dos deputados considerados defensores mais radicais de Jair Bolsonaro estão no PSL: Bia Kicis (DF), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, já votou com o governo em 96% das oportunidades – mesma proporção de Carla Zambelli (SP), que preside a Comissão de Meio Ambiente. Nelson Barbudo (MT) e Bibo Nunes (RS) chegaram a 99% de fidelidade – mais que o próprio filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (SP), que possui 98% e alinhamento com as orientações do governo.

No DEM, o deputado com menor afinidade é Kim Kataguiri (SP), que votou em 80% das vezes com o governo. Ex-aliado do presidente, Kim é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), que agora pede o impeachment do presidente. No DEM, a maioria de membros no partido está perto de ter votado com o governo em nove de cada dez propostas que tramitaram na Câmara (maior bancada de oposição, o PT, votou com o governo em 22%).

No Senado, o índice de alinhamento ao governo é naturalmente maior – o que se deve ao fato de a maior parte das discussões e debates ocorrerem na Câmara, deixando para o Senado analisar um texto mais próximo do consenso. Lá, Soraya Thronicke ostenta uma lealdade de 92% em relação às pautas do governo de Jair Bolsonaro.

Já no DEM, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (MG), tem 92% de aderência aos posicionamentos do governo, o mesmo registrado por Davi Alcolumbre (AP) – ambos não votam ou votaram enquanto estiveram no cargo de presidente da Casa. Maria do Carmo Alves (SE) também tem 92%; Marcos Rogério (RO) e Jayme Campos (MT), 93%; e Chico Rodrigues (RR) tem 96% de fidelidade.

Internamente, estuda-se o lançamento de um candidato próprio para o pleito presidencial. Cortejado pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab, Rodrigo Pacheco é visto como possível pré-candidato da nova sigla ao Executivo. No último dia 8, DEM e PSL divulgaram nota criticando a participação do presidente Jair Bolsonaro nos protestos contra o Supremo Tribunal Federal ocorridos na véspera.

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