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PARTIDOS. Direções nacionais tratam de possível fusão de DEM e PSL. E como fica em Santa Maria?

Nova agremiação teria dois vereadores por aqui: Manoel Badke e Tony Oliveira

Manoel Badke e Tony Oliveira comporiam uma nova bancada. Isto, claro, se o segundo ficar no partido (fotos Divulgação/Câmara)

São duas situações, qualquer delas com repercussão importante em Santa Maria. Ou três. Mas esta terceira, que seria a manutenção do atual status quo, nada alteraria. Do que se está escrevendo? De uma possível (há quem considere favas contadas) do DEM com o PSL. Que, e isso é consenso, possuem a mesma ideologia, do lado destro da política. Diferença, que não seria insanável, é que parte do pesselismo virou antibolsonaro, mas nem tando.

Mas, como seria e quais as repercussões locais?

Situação 1. Fusão, com a criação de uma nova sigla. Juntando militantes e fundos partidários. Um negocião, do ponto de vista puramente monetário. E com espação no rádio e na televisão, para fazer o proselitismo eleitoral.

Situação 2. A incorporação do PSL pelo DEM. Facilitaria o lado, digamos, burocrático pois bastaria a migração de militantes de outro para um. E continuaria sendo um partidão, apenas que com uma sigla mais conhecida do “mercado” eleitoral.

Em qualquer dos casos, o Rio Grande do Sul veria um partidão se criando, com óbvia vantagem competitiva para o demista Onyx Lorenzoni, pré-candidato a governador, na disputa do eleitorado direitista com o pepista Luiz Carlos Heinze. Ambos brigando acirradamente pelo apoio (e voto) do presidente Jair Bolsonaro, com o qual ambos afinam.

E em Santa Maria. Aqui, a coisa entorta um pouco. Afinidade ideológica há. Mas é só.

O vereador Manoel Badke, principal nome do DEM, se coloca ao lado do governo municipal, e com seu partido ostenta importante naco de poder, inclusive com Cargos de Confiança na Prefeitura, incluídos três secretários (Ewerton Falk, Marco Antonio Mascarenhas de Souza Lopes e Rodrigo Menna Barreto).

Já o vereador Tony Oliveira, a fachada mais conhecida do PSL na cidade, se coloca ferrenhamente contra o Executivo Municipal. Mas que, numa nova situação, gostando ou não, seria engolido pelo DEM ou que nome tenha o novo partido.

Conclusão: embora seja ainda muito cedo para afirmar, é possível dizer que Oliveira, inclusive respaldado pela legislação, não seria obrigado a aderir à futura agremiação e não perderia o mandato. Só teria que achar um lugar para chamar de seu. Ele e Jader Maretoli, o recém-chegado do Republicanos e já presidente do PSL local.

Em tempo: um ilustre pesselista ganharia uma janela para decidir sua vida partidária. No caso, o vice-prefeito Rodrigo Decimo, que, por razões óbvias, não fecha com Tony Oliveira e Jader Maretoli, ambos oposionistas. E que poderia saltar do barco, sem constrangimento algum e legalmente coberto.

A ver.

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