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PARTIDOS. PSOL defende unidade da esquerda e não apresentará candidato à presidência da República

Decisão faz parte das iniciativas da legenda para derrotar a extrema-direita

Por Assessoria de Comunicação do PSOL

O 7° Congresso Nacional do PSOL decidiu neste final de semana não apresentar uma pré-candidatura do partido à Presidência da República para que o partido busque centrar esforços na construção de uma frente eleitoral das esquerdas unitária no plano nacional.

A partir desse processo, o PSOL convocará, no primeiro semestre de 2022, uma Conferência Eleitoral Extraordinária para tomar as decisões finais sobre a tática eleitoral do partido, políticas de alianças, distribuição de fundo partidário, regulamentação de candidaturas coletivas e outros temas que sejam pertinentes.

A decisão, tomada pela maioria dos 402 delegados e delegadas, faz parte das iniciativas do PSOL para derrotar a extrema-direita no Brasil e apresenta as prioridades do partido para isso. “As eleições de 2022 são parte decisiva do processo de superação da extrema-direita. É preciso reunir forças sociais e políticas para, em primeiro lugar derrotar Bolsonaro, e a partir de 2023 lutar pela superação da profunda crise social, política, econômica, sanitária e ambiental que vivemos”, aponta o PSOL.

“Não queremos simplesmente um governo de ‘salvação nacional’: queremos um governo de esquerda, comprometido com os direitos sociais, o meio ambiente, a soberania nacional, a superação dos preconceitos e da violência de Estado. Um governo à serviço da igualdade e da justiça social”, alerta o partido em sua resolução.

“A prioridade, em nível nacional, deve ser a construção da unidade entre os setores populares para assegurar a derrota da extrema-direita. Esse processo de diálogo deve envolver elementos programáticos, arco de alianças e não pode ser uma via de mão única”, continua a resolução aprovada.

Além disso, o PSOL definiu a superação da cláusula de barreira como tarefa estratégica do partido para as eleições de 2022 e a construção de bancadas cada vez maiores e mais representativas para derrotar o projeto de exclusão da extrema-direita e apontar saídas para o país. “Da superação da cláusula de barreira depende a continuidade do nosso projeto político e a construção de uma alternativa socialista e democrática para o Brasil”, aponta o PSOL.

“Será necessário fortalecer nossas bancadas tanto em nível federal quanto nos estados com o propósito de revogar as medidas antipopulares aprovadas desde o golpe parlamentar de 2016. Eleger deputadas e deputados comprometidos com a derrota da extrema-direita, mas acima de tudo, com a classe trabalhadora e os excluídos, é parte fundamental da nossa tarefa”, diz a resolução.

“Nossa luta não termina nas eleições de 2022. Pelo contrário: a reconstrução do Brasil encontrará a partir daí desafios ainda mais complexos. Mas não nos omitiremos diante das expectativas de milhares de pessoas que têm no PSOL sua esperança de mudança. Daremos tudo o que estiver ao nosso alcance para livrar o Brasil do pesadelo bolsonarista e garantir um Brasil justo, livre e democrático”, concluem os presentes no 7° Congresso Nacional do PSOL.

Leia a resolução aprovada na íntegra clicando aqui.

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