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Futebol. Sabe o que você vê na TV ou no estádio? É esporte, sim. Mas também um grande negócio

A seguir, notas publicadas, em seqüência, pela coluna “Radar Online”, braço de internet da “Radar”, publicada semanalmente pela revista Veja e editada pelo jornalista Lauro Jardim. E, mais abaixo, o comentário claudemiriano. Confira:

 

FUTEBOL
A grande partida 1

O Clube dos 13 já tem o mote que norteará a disputa entre a Globo e a Record pelos direitos de transmissão do Brasileirão a partir de 2009. Segundo um influente presidente de um clube, ligado a Fábio Koff, que deve reeleger-se presidente no dia 13, o que está em jogo é “a definição da liderança de audiência da televisão

A grande partida 2

O que isso quer dizer exatamente? Simples, o que o Clube dos 13 quer vender (com uma inegável dose de lógica) é a idéia de que, se o Brasileirão cair nas mãos da Record, a emissora do bispo Macedo poderia finalmente arranhar a hegemonia da quase quatro décadas da Globo.

A grande partida 3

Um exemplo: a Record promete, se vencer a parada, botar o futebol às 20h nos dias de semana, batendo de frente com o Jornal Nacional e com a novela das oito (que começa às nove). E, no domingo, enfrentaria o Faustão. Não há dúvida de que, assim, se desenharia um novo panorama para a televisão brasileira. E, por isso, mesmo a Globo não quer perder por nada neste mundo esses direitos.

A grande partida 4

Logo em seguida ao pleito do dia 13 de novembro será formada uma comissão para a negociação desses direitos. Ou seja, um grupo irá fixar as regras da guerra pelo Brasileirão.

A grande partida 5

A Globo leva pelo menos uma vantagem: o contrato atual prevê um “direito de preferência” para a emissora da família Marinho. Funciona assim: se, por acaso, a Record der um lance maior, a Globo tem até 30 dias para fazer nova proposta para ficar com o campeonato.”

 

COMENTÁRIO CLAUDEMIRIANO: Você, com certeza, já leu aqui. Em todo caso, não custa repetir: sou um apaixonado pelo futebol e pelo esporte em geral. Sou um orgulhoso torcedor do Grêmio PA, o que só se tornou, digamos, público, após ter “me aposentado” da crônica esportiva, função a que muito honestamente me dediquei por mais de 10 anos, na equipe da Rádio Imembuí então liderada por Vicente Paulo Bisogno, meu primeiro chefe – e pelo qual nutro um respeito e a amizade devidos, sempre, aos que dão oportunidade aos jovens.

 

Dito isto, é bastante provável que uma das causas (acessória, reconheço) da minha “aposentadoria” tenha sido a autoconclusão de que não conseguiria ficar com a boca fechada para algumas coisas das quais nunca gostei, nos bastidores esportivos. Aliás, boca que continuará fechada, publicamente. Mas não deixei de gostar de futebol (de vôlei, de basquete, de futebol americano – por esta você não esperava… hehehehe…) e da maioria dos esportes, com a exceção do handebol e do boxe (que não é esporte) e, também, do beisebol (porque não entendo lhufas).

 

Só não posso deixar de anotar que o futebol é, hoje, muuuuito mais que um esporte. É, antes, um negócio. Que, espero, seja lícito. Do contrário, me aposentarei também dele. E a disputa entre Globo e Record tem tudo para ser ótima, para os que gostam de ver o esporte. Tomara que eles não estraguem tudo. De vez.

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui , se desejar, outras notas da coluna Radar Online, editada por Lauro Jardim.

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