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CIDADE. Ato da Negritude de Santa Maria ocupa a Praça Saldanha Marinho neste 20 de novembro

Manifestantes lembraram vítimas do ódio racial e repudiaram Bolsonaro

“Precisamos elevar a luta, construindo consciências em defesa de um mundo melhor, com mais igualdade, justiça e felicidade”, disse Maria Rita Py Dutra. Foto Bruno Silva / Sedufsm

Por Fritz Nunes / Sedufsm

Um ato contra o preconceito, o ódio racial, de repúdio às políticas do governo Bolsonaro, mas permeado por manifestações culturais e religiosas. Assim pode ser resumida a atividade unificada entre coletivos do movimento negro de Santa Maria e entidades sindicais e movimentos sociais neste sábado. O evento ocorreu ao final da tarde deste sábado, 20 de novembro, dia da consciência negra, na praça Saldanha Marinho. Desde maio deste ano, têm se intensificado a mobilização do “Fora Bolsonaro e Mourão”.

Para o vice-presidente da Sedufsm, professor Ascísio Pereira, a atividade foi de extrema importância, na medida em que a luta das populações da periferia, do povo pobre, desempregado, tem que ser somada com todos (e todas) que se mobilizam contra as políticas do governo Bolsonaro, que não atacam apenas a universidade, os serviços públicos.

“São políticas que atingem os setores mais enfraquecidos economicamente, que dependem de saúde pública, da educação pública, e que não têm como acessá-las devido ao desmonte que vem ocorrendo”.

Maria Rita Py Dutra, professora estadual aposentada, vereadora em exercício, e atual coordenadora do Movimento Negro Unificado (MNU), ressaltou a importância de as forças se somarem contra o ódio e em defesa da justiça social.

“Precisamos elevar a luta, construindo consciências em defesa de um mundo melhor, com mais igualdade, justiça e felicidade”, frisou.

A dirigente do MNU também entende que há um avanço no reconhecimento das pautas do movimento negro na sociedade. Contudo, avaliou que ainda “há muito o que fazer para construirmos uma sociedade com relações mais respeitosas e harmoniosas”.

Durante o evento na praça, algumas manifestações de integrantes de religiões de matriz africana, apresentações musicais, como a do rapper KMZ, apresentações de dança, e uma encenação bastante tocante, do militante do movimento negro, Gustavo Rocha (Afroguga), lembrando a série de assassinatos ocorrida no Brasil nos últimos tempos, seja o caso de João Alberto, morto a socos, em 19 de novembro de 2020, no supermercado Carrefour, em Porto Alegre, sejam as mortes por tiro, de Marielle Franco, Gustavo Amaral, entre outros (as).

Além das leituras dos nomes de várias das vítimas negras, também foram distribuídas fitinhas azuis ao público presente, que depois puderam pendurá-las em uma pequena cruz montada próximo ao palco da praça. “Vidas negras importam”, foi a expressão mais entoada durante o ato.

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Um Comentário

  1. Neste Novembro Negro/2021, refletimos sobre a questão da população afro-brasileira, denunciamos casos de racismo, intolerância religiosa, divulgamos índices de desigualdade social, apontamos conquistas alcançadas e demos ampla divulgação à arte negra, seja música, canto ou teatro. A construção e execução do CalendAfro foi destaque. A proposta de um Ato Unificado no dia em que comemorávamos o 50º Aniversário do Dia da Consciência Negra foi motivo de alegria e certeza de que estamos no caminho certo, vivenciando nossa filosofia: -Ubuntu! (Eu sou, porque nós somos). Honramos o legado do nosso herói Zumbi, como honramos o legado de Oliveira Silveira, o Poeta da Consciência Negra, que na poesia Transmissão, destaca:
    “Querem que a gente saiba
    que eles foram senhores
    e nós fomos escravos.
    Por isso te repito:
    eles foram senhores
    e nós fomos escravos.
    Eu disse fomos!.

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