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ECONOMIA. A força do empreendedorismo feminino

ONU celebra no dia 19 o Dia Internacional para incentivar ações de igualdade

Por Ariel Portes / Especial para o Site (*)

Anelise: “todos os movimentos realizados em algum momento vão auxiliar no crescimento do empreendedorismo feminino” (Foto Reprodução)

No dia 19 de novembro é celebrado o Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, a data é uma iniciativa das Nações Unidas em parceria com diversas instituições ao redor do mundo, que busca incentivar ações de igualdade no mercado de trabalho. Segundo dados da ONU e da OIT (Organização Internacional do Trabalho), em 2019 apenas 8% dos investimentos foram destinados a iniciativas femininas, enquanto os investimentos em negócios propostos por homens foram de 16%.

O SEBRAE tem um programa chamado SEBRAE Delas, que busca incentivar, apresentar “cases” de sucesso, e ainda disponibiliza workshops que tratam do tema. A plataforma também conta com diversas mulheres que conseguiram fazer o seu negócio dar certo e agora estimulam outras mulheres a fazer o mesmo. Seja com vendas, com prestações de serviço, não importa o tamanho da empresa, seja ela micro ou pequena empresa, o programa busca orientar as empresárias a terem sucesso.

Quem fala sobre o assunto e sobre programas como o do SEBRAE é Anelise Schímtz, que é psicóloga, proprietária das empresas Aspire consultoria e a Clínica Experimenta: “sim, todos os movimentos realizados em algum momento vão auxiliar no crescimento do empreendedorismo feminino. São fatores motivacionais e excesso de informação que contribui para uma maior assertividade na abertura de novos negócios.”

Boas ideias e atitude frente a desigualdade de gênero são fatores importantes para que a mulher empreendedora possa ampliar os modelos de negócios. Segundo dados da revista Forbes, em julho de 2021 foi realizado uma pesquisa que revela o grau de satisfação dos funcionários de uma empresa que tem lideranças femininas:

– 90% dos entrevistados já trabalharam em uma equipe liderada por uma gestora. Desse total, 59% ainda são liderados por elas;

– 70% dos entrevistados consideraram as líderes eficazes, enquanto 49% disseram que elas eram extremamente eficazes;

– 38% dos entrevistados preferem trabalhar para uma gestora, seguido por 26% que preferem trabalhar para um homem e 35% que não têm preferência por gênero.

Quando perguntada sobre quais as dificuldades enfrentadas pela mulher empreendedora hoje, Anelise responde: “o maior desafio da mulher empreendedora é ela conseguir conciliar carreira, família, lazer, hobbie, vida social, a dupla jornada de trabalho. Dificuldade de se posicionar como empreendedora, o preconceito…”

Conheça os sete princípios de empoderamento das mulheres, segundo a ONU Mulheres Brasil.

1. Estabelecer liderança corporativa sensível à igualdade de gênero, no mais alto nível.

2. Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação.

3. Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa.

4. Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres.

5. Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing.

6. Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social.

7. Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.

(*) Ariel Portes é acadêmico de Jornalismo da Universidade Franciscana e faz seu “estágio supervisionado” no site

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