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EDUCAÇÃO. UFSM é a 3ª universidade do País a integrar a “Cátedra Unesco” sobre os Geoparques

Facilitado o reconhecimento mundial do patrimônio da 4ª Colônia e Caçapava

Participação da equipe Geoparques UFSM no lançamento de projeto de eco trilhas na Quarta Colônia (Foto Divulgação)

Por Wellington Felipe Hack / Do Núcleo de Divulgação Institucional da Pró-Reitoria de Extensão/UFSM

A UFSM passou a integrar, em novembro de 2021, a Cátedra Unesco Geoparques, Desenvolvimento Regional Sustentável e Estilos de Vida Saudáveis. A associação internacional, coordenada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), reúne instituições de 11 países e conta com mais de 38 profissionais voltados à promoção do desenvolvimento regional comprometido com a preservação ambiental e cultural dos territórios. A UFSM é a terceira representante brasileira no órgão internacional e a primeira fora da região Nordeste. A associação consolida um importante passo para o reconhecimento dos Geoparques UFSM pela Unesco.

Para o reitor Paulo Afonso Burmann, a associação da UFSM junto à Cátedra Unesco sinaliza a importância da atuação integrada entre universidade e comunidade como uma estratégia de promoção e de coparticipação nos processos de desenvolvimento econômico e social destas regiões. “Além de fortalecer o pilar da extensão, também se estabelece mais um campo de atuação dos nossos estudantes e técnicos na área do desenvolvimento econômico e social da região”, ressalta Burmann.

De acordo com Jaciele Carine Vidor Sell, coordenadora de Desenvolvimento Regional e Cidadania da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) e responsável institucional pelos Geoparques UFSM, a integração da universidade junto à Cátedra Unesco simboliza um passo importante para que os territórios da Quarta Colônia de Imigração Italiana e de Caçapava do Sul recebam o reconhecimento internacional de seu patrimônio. “A associação representa mais uma possibilidade de internacionalização para a UFSM. Além de dar visibilidade mundial para o que é desenvolvido pela instituição, ainda abre novas possibilidades de intercâmbios, eventos conjuntos e parcerias no desenvolvimento de projetos de ensino, de pesquisa e de extensão”, comenta Jaciele.

Atualmente, a UFSM desenvolve, por meio da PRE, dois projetos voltados ao reconhecimento dos territórios e das suas peculiaridades no Rio Grande do Sul. O Geoparque Quarta Colônia Aspirante Unesco, desenvolvido na região central do estado, reúne nove municípios. A iniciativa conta com o apoio do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia (Condesus). O segundo território atendido pela universidade é o de Caçapava do Sul, por meio do Geoparque Caçapava Aspirante Unesco, promovido com apoio da Universidade Federal do Pampa (Unipampa).

“O título de geoparque é uma certificação que um território recebe pela forma como conduz suas estratégias de desenvolvimento regional e local, conservando seus patrimônios naturais e culturais. Ter uma universidade dando suporte é muito importante e, quando esta universidade integra e se associa a uma cátedra da Unesco, não restam dúvidas da seriedade e do compromisso da instituição com as comunidades locais”, enfatiza a coordenadora dos Geoparques UFSM, Jaciele Sell.

No Brasil, há apenas um geoparque certificado pela Unesco, o Geoparque Araripe, no Ceará. Além disso, outros dois territórios que buscam a certificação foram avaliados pela instituição neste ano: o Geoparque Seridó, no Rio Grande do Norte, e o Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul, entre os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Neste ano, por meio do Ministério das Relações Exteriores, o Brasil formalizará o pedido de reconhecimento territorial pela Unesco do Geoparque Quarta Colônia e do Geoparque Caçapava.

Flavi Ferreira Lisbôa Filho, pró-reitor de Extensão da UFSM, destaca que a associação está alinhada com a missão que a universidade tem perante a sociedade brasileira. “A nossa integração com a Cátedra Unesco permite uma convergência maior de esforços, a partir das diversas áreas de formação da UFSM, em prol do desenvolvimento dos territórios da Quarta Colônia e de Caçapava. Esse desenvolvimento, que é social, territorial e humano, está alicerçado no turismo de base comunitária”, ressalta o pró-reitor.

A proposta de criação de dois geoparques no território gaúcho foi abraçada pela UFSM em 2018. Desde então, as atividades promovidas pela comunidade acadêmica vêm ganhando espaço e visibilidade em todo o país e internacionalmente. Além de atividades de extensão, que integram os saberes populares desses territórios e os conhecimentos acadêmicos, ações de pesquisa, de ensino e de capacitação dos moradores da região são promovidas regularmente. Um desses exemplos é o projeto Progredir Geoparque Quarta Colônia, desenvolvido pela UFSM em parceria com o Ministério da Cidadania, através do qual mais de R$ 1 milhão serão aportados na Quarta Colônia para a profissionalização dos moradores, visando à geração de renda e empregos.

Outra iniciativa de valorização do território se dá por meio da Pós-Graduação em Patrimônio Cultural da UFSM. O mestrado profissional oferece, anualmente, algumas vagas extraordinárias no curso para moradores e profissionais da Quarta Colônia e de Caçapava do Sul, visando à promoção da educação patrimonial nestes territórios.

“A participação da UFSM nos projetos de geoparques, além de significar um respaldo importante da instituição, constitui-se em uma das mais importantes estratégias de estímulo ao desenvolvimento econômico regional sustentável. Quando tratamos dessa forma de desenvolvimento, queremos ressaltar a utilização das estruturas próprias dessas comunidades beneficiadas: sua cultura, seus recursos naturais, suas características geológicas e morfológicas”, enfatiza Burmann. Ainda de acordo com o reitor, outros territórios podem se beneficiar dessa estratégia de desenvolvimento, sempre contando com o apoio institucional.

“A UFSM é uma universidade socialmente referenciada que, desde a sua criação, se preocupa com o desenvolvimento da região que faz parte. É nesse sentido a nossa associação com a Cátedra Unesco. Isso demonstra um compromisso internacional que assumimos de trabalhar em prol do desenvolvimento regional sustentável e do fomento a estilos de vida saudáveis”, finaliza Flavi…”

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