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SÃO SEPÉ. Vigilância Sanitária realiza trabalho de campo para a captura de vetores de Leishmaniose

Oito armadilhas foram instaladas em diferentes bairros do município

Por Assessoria de Imprensa da Prefeitura de São Sepé

Objetivo é identificar a expansão do principal vetor da Leishmaniose Visceral e determinar o risco para a transmissão da doença (Foto Divulgação)

A Leishmaniose Visceral (LV) está presente no Estado desde o final de 2008. Até o momento já foram identificados dez municípios com vetor, e desses, quatro tiveram casos humanos. Foram também encontrados outros três municípios com casos caninos ou humanos sem a presença do principal vetor da LV. O agravo vem ampliando sua área de ocorrência no Estado.

Pela primeira vez, Santa Maria teve registro de leishmaniose visceral em humanos. Foram dois casos confirmados: um em janeiro, de um jovem, de 20 anos, que se recuperou depois do tratamento; e outro de um homem, de 58 anos, com outras comorbidades, que morreu em abril, após complicações.

A leishmaniose é transmitida pela picada de um inseto conhecido como mosquito-palha e atinge principalmente cães, mas o inseto também pode picar humanos. A transmissão acontece quando fêmeas infectadas picam cães ou outros animais infectados e, depois, picam o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi, causador da LV. A doença não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra, nem dos cães para os humanos.

Contando com a colaboração dos municípios de risco para a transmissão da doença (municípios limítrofes à Argentina, limítrofes aos municípios com a presença do vetor), o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) designou servidores da Vigilância Sanitária e Ambiental municipal para realização de um trabalho de campo, que consiste na captura de vetores nos municípios.

Em São Sepé, foram instaladas oito armadilhas em diferentes bairros da cidade, as quais foram monitoradas durante três noites consecutivas de trabalho (de 30 de novembro até 3 de dezembro) com o intuito de identificar a expansão na distribuição do principal vetor da LV no estado e determinar o risco para a transmissão da doença.

Prevenção

● Limpeza periódica dos quintais e retirada de matéria orgânica em decomposição (folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que favoreçam a umidade do solo, locais onde os mosquitos se desenvolvem);

● Destino adequado do lixo orgânico, a fim de impedir o desenvolvimento das larvas dos mosquitos;

● Limpeza dos abrigos de animais;

● Colocação de telas anti insetos em janelas e portas da residência;

● Usar repelente, principalmente ao anoitecer e ao amanhecer, horário em que o mosquito-palha costuma voar;

● Para os animais, recomenda-se o uso de coleiras contra a leishmaniose e também a castração das fêmeas, já que o animal infectado transmite a doença para o filhote pelo sangue.

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