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SAÚDE. Cortes no orçamento federal atingem os hospitais universitários, que perdem R$ 100 milhões

Entre os afetados está o HUSM, um dos 50 ligados às instituições de ensino

HUSM é um dos únicos hospitais referência para tratamentos de média e alta complexidade no interior do Estado (Foto Divulgação)

Por Bruna Homrich / Da Assessoria de Imprensa da Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm)

A edição do Diário Oficial da União publicada na última segunda-feira, 24 de janeiro, trouxe a notícia de que os hospitais universitários geridos pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) sofrerão um corte no valor de R$ 100 milhões, decorrente de vetos distribuídos por Bolsonaro ao orçamento de 2022, mais especificamente às áreas de funcionamento e gestão de instituições hospitalares federais.

A Ebserh é vinculada ao Ministério da Educação (MEC), que foi a segunda pasta a perder mais recursos no orçamento deste ano, com cortes chegando a R$ 739 milhões – ficando atrás apenas do Ministério do Trabalho, cujo corte foi na ordem de R$ 1 bilhão.

Sob a gestão da Ebserh estão, hoje, 50 centros médicos vinculados a 35 universidades federais. Dentre esses, o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm).

Teresinha Weiller, diretora da Sedufsm e docente do departamento de Enfermagem da UFSM, diz que, embora não seja nenhuma surpresa o descompromisso do governo Bolsonaro com os serviços públicos brasileiros, o cenário a ser descortinado após uma redução orçamentária de tamanha magnitude é ainda mais aterrador se considerarmos o estágio atual da pandemia, marcado por nova onda de contágio, por uma variante com altíssimo grau de transmissibilidade (Ômicron) e, consequentemente, por uma alta na ocupação de leitos em todo o país.

“Em plena pandemia teremos uma redução violenta dos recursos públicos destinados especialmente aos hospitais universitários que estão hoje sob a gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e que têm uma função central não só no combate e resolução dos casos graves da Covid-19, mas na conformação da rede pública de serviço terciário do SUS”, critica a dirigente sindical.

O Husm, lembra Teresinha, é, junto ao hospital universitário de Pelotas e ao hospital universitário de Rio Grande, um dos poucos hospitais públicos localizados no interior do estado do Rio Grande do Sul, atendendo 46 municípios.

“O Hospital Universitário de Santa Maria é referência para tratamentos de média e alta complexidades, jogando um papel central para que o SUS possa garantir os princípios que o norteiam – o acesso universal da população aos serviços, a equidade e a integralidade da atenção. À medida que vamos reduzindo recursos, vamos comprometendo esses princípios que são fundamentos do SUS e levando a que o SUS fique desacreditado frente à população, abrindo, assim, espaço para a iniciativa privada fazer a gestão dos serviços públicos de saúde”, pondera a docente.

Hospital escola

Além de prestar atendimento diariamente a milhares de pessoas, o Husm também é um espaço destinado à formação das e dos estudantes. Dentro do hospital, então, diversas áreas do conhecimento oportunizam estágios, de forma que, pelos corredores da entidade, é possível encontrar não só futuros profissionais da área da saúde, mas de cursos ligados às tecnologias e às ciências humanas, por exemplo. Vanguarda também nas atividades de pesquisa e extensão, o Husm é o palco no qual as atividades da residência médica ou da residência multiprofissional acontecem. Também, devido aos esforços empenhados por pesquisadoras e pesquisadores de dentro do hospital, diversas pesquisas destinadas a combater e atenuar os contágios e mortes por Covid-19 foram e ainda são ali desempenhadas.

Os cortes de Bolsonaro afetarão toda essa rede de formação.

“Essa redução orçamentária vai impactar diretamente na qualidade, no número de pessoas que serão atendidas pelo hospital, no número de serviços que serão disponibilizados, no número de estudantes que poderão ter acesso a esse espaço porque teremos redução de materiais, de equipamentos, de compra de insumos básicos, de manutenção, de reposição tecnológica. É uma cadeia de processos. Estamos num retrocesso das políticas públicas, voltando 30 anos em 3. É lamentável o que estamos vendo e a sociedade precisa acordar e compreender que esse processo de desfinanciamento da universidade e dos hospitais universitários vai produzir resultados muito complicados na vida das pessoas”, alerta Teresinha…”

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Um Comentário

  1. ‘Membros da comunidade científica reunidos em assembleia durante a 67ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em São Carlos, no interior de São Paulo, aprovaram o envio de uma carta à presidenta Dilma Rousseff pedindo a revogação dos cortes orçamentários nos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação.’ 2015. ‘Orçamento das universidades federais do País cai R$ 3,4 bilhões em três anos.’ 2017. Com 5 minutos de Google. Por isto que as IFES não vão para a frente, estoque está cheio de gente burra que se acha muito esperta.

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