O rei está nu (2). Senado da República ganha um novo ACM. Nome e sobrenome: Renan Calheiros
Faz só dois anos e pouco e as vestais do Senado da República queriam tirar o couro (e o mandato) de Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas. Havia até bons motivos para tanto – e não era a futrica extra-conjugal de Sua Excelência com aquela garota que trabalhou em televisão e depois ganhou um troco esperto posando nua para a Playboy. Não, havia outras causas. Quem sabe até premonitórias.
Sim, é por ái. Afinal, passado esse curtíssimo tempo, Renan (foto) não é mais o Presidente do Senado (esse cargo ele perdeu) mas virou ainda mais poderoso do que era, então. Aliás, rivalizando com outro cacique bastante conhecido (inclusive por seus métodos), o baiano do DEM, Antonio Carlos Magalhães – aquele que, se não estivesse numa reunião, ela não existiria.
Enfim, temos um novo ACM no Senado. Aquele a quem todos pedem a bênção. Ou nada acontece. Saiba mais detalhes dessa circunstância peculiarissimamente brasileira na reportagem publicada nesta segunda-feira, pelO Estado de São Paulo. O texto é de Christiane Samarco, com foto de José Cruz, da Agência Brasil. Acompanhe:
Renan volta, agora como ”tabelião”
Restabelecido, líder do PMDB é quem carimba acordos no Senado
Em seus bons tempos de poder, o senador Antonio Carlos Magalhães (1927-2007) dizia que reuniões sem a sua presença não tinham valor. Hoje, cabe ao líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), o papel de tabelião chefe do Senado: seu “carimbo” é o que empresta validade aos acordos na Casa.
Ao tentar escapar da chancela do peemedebista, o líder do PT, senador Aloizio Mercadante (SP), deu-se mal. A negociação conduzida pelo petista com os tucanos para acertar a divisão de poder na CPI da Petrobrás não passou das primeiras conversas de bastidor ao esbarrar no veto de Renan.
Já o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ensaiou uma manobra para assumir a relatoria da CPI e acabou descartado por Renan, que não o perdoou pelo ato de independência.
Agora é o ex-presidente da República e presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP) quem precisa do líder peemedebista – como nunca -, para sobreviver à crise dos atos secretos e do nepotismo cruzado que atingiu a família e os aliados…
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