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Já escrevi: depois da porta arrombada, tranca de ferro, como diziam os nossos avós. O fato é que, após a descoberta de que uma fraude com a compra de selos dos correios causou um prejuízo que já se admite possa ter ultrapassado os R$ 2 milhões, a Assembléia Gaúcha corre atrás para impedir novas fraudes.

 

Há uma semana, o presidente do Parlamento, deputado Frederico Antunes, cobrou das chefias (para relembrar, clique aqui) administrativas da Assembléia, para que estudassem mudanças nos procedimentos de rotina e implantassem mecanismos capazes de impedir qualquer problema.

 

Agora, e depois de o por enquanto único acusado, o ex-diretor Ubirajara Macalão, ter feito menção a pelo menos cinco partidos, conforme entrevista publicada nesta segunda-feira pelo jornal Zero Hora, quem entra na luta para evitar novos problemas é a própria Controladoria Geral do Estado (Cage). Ela vai revisar os contratos feitos pela Assembléia.

 

O parlamento, que mantém uma comissão de sindicância, age de outra forma. Os sindicantes analisam documentos e já ouviram pelo menos uma dúzia de pessoas, inclusive de fora do parlamento.

 

Cá entre nós: é o ou não o caso da porta arrombada? Bem, ao menos está-se colocando a tranca. Que, tomara, seja mesmo de ferro.

 

SUGESTÕES DE LEITURAconfira aqui  a reportagem “Instalada comissão conjunta com a Cage para revisar controles administrativos na Assembléia“, de Vanessa Lopez, da Agência de Notícias da Assembléia Legislativa.

Leia também a notícia “Controladoria Geral do Estado vai revisar contratos do Legislativo”, publicada pelo ClicRBS, com informações da Rádio Gaúcha.

E confira igualmente a reportagem “Comissão de sindicância da AL já ouviu 12 pessoas”, de Marinella Peruzzo, da Agência de Notícias do parlamento gaúcho.

 

 

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