Economia. Cai inadimplência, cresce crédito. E geração de emprego formal bate recorde
Chega a dar medo. Cá entre nós, sempre há um fio de preocupação (ou mais que isso). Afinal, nós já vivemos períodos assim. Lembra o início do Plano Cruzado (para os mais antigos)? E os primeiros anos do Plano Real? Pois é. Ambos terminaram mal, com o país falido.
Isso sem falar no confisco da poupança feito pelo (argh) presidente Fernando Collor e sua musa econômica, Zélia Cardoso de Mello. E no FMI, que chegou várias vezes com sua política de corte, corte, corte. E corte. E dívida, dívida, dívida. Da qual, aliás, já nos livramos.
Enfim, não faltam exemplos no passado distante ou recente, que nos fazem ficar com um pé atrás. Ou os dois. Isso, claro, para quem tem pelo menos 35 anos. Ou que estuda um pouquinho de economia, mesmo que pelas páginas dos jornais.
Em todo caso, não dá pra deixar de notar que o clima está bom. E escorado em números sólidos. Sobra Dólar nas divisas brasileiras. O crédito nunca esteve tão facilitado, pelo menos para umas duas gerações a minha e a de meus filhos.
E, para garantir veracidade a esse otimismo, até a inadimplência caiu. Quem confirma isso é o guardião das grandes organizações financeiras, o sempre temível Serasa. Na sua última pesquisa, constatou a instituição adorada pelos banqueiros em geral, os caloteiros diminuíram em 1,6% no primeiro semestre de 2007.
Para fechar, um dado pra lá de significativo. Noves fora o funcionalismo público, cada vez mais depauperado, o emprego formal na iniciativa privada aumenta cada vez mais. Ao ponto de terem sido gerados mais de 1 milhão, no primeiro semestre. Ou 3,96% mais que em igual período de 2006. Ou, simplesmente, um recorde nunca antes alcançado pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) desde que começou a coletar esses dados, há 15 anos.
Então, por que estou com um fio de preocupação? Porque estou, ora. Prefiro esperar mais para comemorar. Fazer o quê? Afinal, sou filho desta época difícil. Muuuito difícil. E é duro acostumar com uma realidade diferente e, ainda por cima, acreditar que seja duradoura. Mas tomara que seja. Ah, tomara.
SUGESTÃO DE LEITURA – Confira a reportagem Geração de empregos formais bate recorde em 2007, publicada pela Folha Online, com informações do jornal Folha de São Paulo.





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