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E os outros?! Será que Sandra e os indecisos podem definir a eleição? O sítio aposta que não

O leitor poderá, e é razoável que assim seja, ter estranhado o fato deste (nem sempre) humilde repórter não ter citado, na avaliação dos próximos passos dos dois ponteiros da pesquisa publicada pelo DSM, o percentual atingido por Sandra Feltrin, da Frente de Esquerda, e o contingente de indecisos identificado no levantamento.

 

Na verdade, a candidata do PSOL tem uma posição que não a qualifica como efetiva concorrente ao pleito. Suas idéias, ainda que legítimas e respeitáveis, nada têm a ver com uma possível administração municipal. É uma declaração de intenções socialista que contrasta com a realidade de uma cidade. Mas é, repita-se, muito importante que se manifeste.

 

No entanto, do ponto de vista exclusivamente eleitoral, seu teto é 5%. Ou pouco mais ou menos. Talvez até menos, na hora do pleito. Ainda assim, absolutamente irrelevante, do ponto de vista numérico, para ajudar ou prejudicar o candidato A ou B. Isso ficou, penso, evidenciado na pesquisa.

 

E os indecisos? São 13,8%. Ou, considerando-se os votos válidos estimados, 22 mil eleitores que ainda dizem não saber em quem votar. Um contingente e tanto. Quase o mesmo que necessita Paulo Pimenta para empatar o jogo.

 

No entanto, a história político-eleitoral mostra que, na reta final, ainda que este número obviamente venha a se reduzir, devem se distribuir entre os candidatos, proporcionalmente à intenção de voto a ser anunciada na antevéspera do pleito. Por isso, e somente por isso, não considero os indecisos fundamentais, para a análise. A menos que alguém acredite que todos marchem para o mesmo lugar. Seja este qual for.

 

Desta forma, tanto os indecisos quanto os potenciais eleitores de Sandra têm a sua importância. Não, porém, como definidores do resultado final. É o que penso, sujeito a chuvas e trovoadas.

 

EM TEMPO: uma das trovoadas pode vir dos aliados de Paulo Pimenta – que talvez imaginem ser mais fácil avançar sobre os indecisos, do que convencer schirmistas a mudar de voto. Ou mesmo apostar nos eleitores de Sandra; afinal, até bem pouco tempo atrás boa parte deles votava com o PT. É uma avaliação respeitável.

 

EM TEMPO 2: outra das trovoadas pode vir dos aliados de Cezar Schirmer – que imaginam ser verdadeira a teoria segundo a qual a maior parte do eleitorado gosta mesmo é “de ganhar”. E, nesse caso, a maior parte dos indecisos deixaria Pimenta de lado. É outro cálculo consistente e com respaldo histórico.

 

EM TEMPO 3: avaliações são avaliações. Elas existem para todos os gostos. Cada qual que escolha a sua. Fico, no entanto, com a minha.

 

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