
Da Assessoria de Imprensa da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo da UFSM
A UFSM, em parceria com a Limana Poliserviços, está realizando uma pesquisa para produção de biocombustíveis em pequenas propriedades rurais. Com foco na produção de etanol em escala reduzida, o projeto “Destilador inovador para produção de etanol em pequena escala: tecnologia para o desenvolvimento do agronegócio regional”, liderado pelo professor Flávio Dias Mayer (do Departamento de Engenharia Química da UFSM), busca viabilizar economicamente as microdestilarias, historicamente inviáveis no Brasil.
A proposta visa o desenvolvimento de um destilador capaz de produzir até 30 litros de etanol por hora, aproveitando subprodutos de baixo valor comercial e adaptando a tecnologia às realidades produtivas do Rio Grande do Sul. Cana-de-açúcar, arroz quebrado, milho, mandioca e trigo são algumas matérias-primas com relevância regional que poderão ser utilizadas no processo, afirmou Mayer.
“O principal objetivo desse projeto é produzir um destilador para a produção de etanol combustível em pequenas propriedades, ou seja, em pequena escala”, explicou o coordenador. “Os equipamentos que existiam até então tinham baixa eficiência e consumiam muita energia para chegar nessa mesma concentração alcoólica. Então, essa parceria com a empresa envolve a consolidação do equipamento, seu ajuste e o encaminhamento para a comercialização.”
Entre os diferenciais da tecnologia, está a maior eficiência energética e a compactação do equipamento, fatores que podem impactar diretamente no custo de produção para o agricultor. “A ideia é que esse equipamento reduza esse custo energético, possibilitando uma economia de recursos na propriedade”, afirmou o professor.
Além do impacto econômico, o projeto também propõe benefícios ambientais. “O impacto ambiental é positivo, no nosso entendimento, porque se trata da produção ou da realização da produção de um combustível renovável, o etanol, evitando emissões de gases de efeito estufa”, ressaltou.
A expectativa é que, ao final do projeto, o destilador esteja validado e pronto para ser comercializado. “A ideia é que, durante o período do projeto, a gente consiga finalizar a adaptação do equipamento, realizar os testes e fazer uma validação desta tecnologia”, afirmou o coordenador.
Mayer também destacou que o projeto é resultado de uma trajetória longa, iniciada ainda em 2008, e que busca resolver um desafio histórico no Brasil. “Desde a década de 70, quando começou essa ideia, até hoje a gente não conhece uma microdestilaria que esteja produzindo etanol combustível e que seja viável economicamente, competitivo e que possa ser comercializado.”
Com o apoio do edital Inova Agro, da Secretaria Estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS, o projeto fortalece a aproximação entre universidade, empresa e setor produtivo, buscando inovação tecnológica e desenvolvimento econômico e social para o campo gaúcho.
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