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CÂMARA. Dirigente da Corsan diz que hoje empresa está mais equipada para situações de falta d’água

Nova Comissão de Inquérito é comandada pela base governista do Legislativo

Oitivas da nova CPI da Corsan, sob controle governista, foram realizadas no Plenarinho, nesta quarta, 13 (Foto Luísa Monteiro/Câmara)

Por Maiquel Rosauro

A nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga ações da Corsan realizou uma oitiva com dirigentes da empresa, nesta quarta-feira (13). Esta é a primeira vez, este ano, que a companhia é representada em uma CPI na Câmara Municipal de Santa Maria. No antigo colegiado, que era comandado pela oposição, a Corsan nunca compareceu.

A sessão ocorreu no Plenarinho da Câmara e contou com as oitivas de Alexandre Barradas, diretor executivo regional da Corsan Centro, e Andreia Zanini, gestora da unidade Santa Maria.

Barradas citou que, em novembro de 2024 e em janeiro de 2025 ocorreram rompimentos de adutoras de grande porte, o que gerou inúmeros problemas. Hoje, porém, ele disse que Santa Maria tem uma baixa quantidade de falta d’água.

“A Corsan tem sua equipe preparada e, hoje, está mais equipada para dar um atendimento mais rápido nestas ocorrências”, disse Barradas.

Em relação aos buracos nas vias, o dirigente disse que a Corsan busca trabalhar em sincronia com a Prefeitura a fim de haver um cronograma de pavimentação para que a empresa antecipe as obras de esgoto. Barradas disse que vazamentos são difíceis de evitar, mas que quando ocorrem a Corsan possui terceirizados que são acionados para resolver a demanda.

Barradas ainda comentou que, hoje, 80% do esgoto em Santa Maria é tratado. A previsão é de que, até 2028, ocorra a universalização do saneamento no município.

Andreia disse que, atualmente, cerca de 140 profissionais atuam na Corsan em Santa Maria, enquanto que em 2023 eram em torno de 100.

A gestora relatou que o aumento sentido no valor da tarifa, sobretudo, no início do ano, ocorreu porque nos meses de verão a população consome mais água e ainda pela intensificação na entrega de obras de esgotamento sanitário.

“Essas duas situações trazem alterações nas faturas de água. As metas contratuais de esgotamento sanitário só serão possíveis a partir da execução das obras de esgoto e da entrega para a população. E vou um pouco além: da adesão da população à nossa rede, porque é necessário que as pessoas se conectem. A partir dessa conexão, há também a prestação de um novo serviço e uma tarifa específica definida via regulação”, explicou Andreia.

A reunião foi transmitida ao vivo pela TV Câmara.

A nova CPI da Corsan tem Sérgio Cechin (PP) como presidente; Adelar Vargas (MDB), vice-presidente; e Guilherme Badke (Republicanos) na função de relator. Os três fazem parte da base governista.

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