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CULTURA. Tem gravação da série “Rock do K7”, na Concha Acústica. É sábado. Quer participar? Vai lá!

Será também a estreia ao vivo da “Ópera Chula”, banda com veteranos de SM

“Ópera Chula” tem músicos veteranos oriuntos de bandas históricas de Santa Maria. E a estreia ao vivo será neste sábado, dia 23

Por Homero Pivotto Jr (com foto de João Pedro Tobas/TV OVO) / Assessoria de Imprensa

A série “Rock do K7”, que mistura documentário e ficção para contar a história de 10 bandas gaúchas – sendo cinco de Santa Maria -, vai além de recuperar o passado. A obra, em andamento, traz para o presente a criação de um registro histórico com capacidade de reverberar no futuro. E apresenta isso à comunidade durante a gravação que será feita dia 23 de agosto, a partir das 15h, na Concha Acústica do Parque Itaimbé.

O local, palco de shows e histórias ligados ao estilo musical retratados na produção audiovisual, agora vira locação para parte do arco ficcional. E, propositalmente, agrega a realidade da cena rockeira atual na cidade ao promover a estreia da Ópera Chula, grupo novo formado por músicos já consagrados. E você está convidado, é só comparecer e prestigiar! Vale ressaltar que quem estiver no local e, eventualmente, for captado pelas câmeras, autoriza automaticamente o uso da própria imagem à Oficina de Vídeo/TV Ovo – coletivo audiovisual proponente da série.


A ideia é captar cenas de um dos momentos finais da trama da “Rock do K7”, envolvendo atores, músicos e público. Para isso, entram em ação alguns dos protagonistas, que incluem as personagens Fran (uma jovem de 17 anos vivida por Karina Fontes, atriz e estudante de jornalismo), seu pai Luiz (interpretado por Rafael Sieg, ator formado pela Universidade Federal de Santa Maria [UFSM], conhecido por trabalhos na Rede Globo), a tia Carina (que ganha vida por Julia Barth, atriz e musicista – vocalista d’Os Replicantes) e a mãe Laura (na pele de Denise Coppeti, atriz, produtora cultural e diretora).


“Estamos revirando um baú cheio de memórias e sentimentos com o Rock do K7 que toca de maneiras diferentes as gerações que se identificam com o estilo musical da série. E essa cena final é mágica, porque ela parece saída de roteiro de ficção, mas é a vida em movimento. Mostra que parte da galera dessas bandas continuam com projetos autorais e movimentando a cena rockeira. E o documentário é o melhor formato para fazer esse jogo de linguagem”, destaca Neli Mombelli, que dirige a série junto com Marcos Borba.

Ter uma banda em ação remete aos tempos áureos do tradicional espaço cultural na região central de Santa Maria. Não à toa a Ópera Chula aceitou fazer sua estreia ao vivo no local. O sexteto é uma derivação da Magical Mystery Band e, ainda que novo, carrega a experiência de seus integrantes, todos músicos com passagem por nomes importantes do rock na cidade. Alguns deles, conjuntos que estão tendo suas trajetórias contadas no “Rock do K7”. É o caso dos irmãos fundadores da Nocet Renato Molina (voz) e Marcus Molina (voz e baixo), bem como de Guilherme Barros (voz e guitarra), da Doce Veneno. Completam o time Diego Pignataro (violão e teclado) e Eduardo Staudt (bateria), ambos da banda Tia Sú, e Felipe Schroeder (teclados e baixo).

Conforme Renato, o conjunto tem três composições finalizadas que devem entrar no primeiro EP. Uma delas, ‘Longe do Fim, Perto do Sol’, já está disponível no YouTube e sendo rodada em rádios locais. Há, ainda, outras duas faixas que precisam ser mixadas e masterizadas, e seis novas em processo de gravação. 

“Para o show do dia 23, vamos tocar as músicas que já estão finalizadas, mais algumas que recém gravamos. Inclusive uma releitura da época da Bruxa”, adianta Molina.

Segundo o cantor, existe a intenção de fazer um vinil, mas a ideia ainda está em avaliação.

“Para isso, precisaríamos fazer um projeto de financiamento, pois os valores são muito altos. Estamos pensando em como operacionalizar isso, no que oferecer como recompensa às pessoas que se dispuserem a colaborar”, pontua Renato.

O som da Ópera Chula é um rock puxado para o clássico, com referência de pares brasileiros (Almôndegas, O Terço e Tambo do Bando, por exemplo), folk estadunidense e ritmos latimos, como a chacarera.


A série

O foco do “Rock do K7” são bandas que, de alguma maneira, repercutiram entre o fim dos anos 1970 e a metade dos 1990 – período em que as fitas cassetes eram extremamente significativas. Com enredo entre a nostalgia e o contexto atual, cada episódio do “Rock do K7” explora uma banda diferente, partindo do contexto santa-mariense, onde havia uma cena representativa do estilo que popularizou a guitarra elétrica no século passado. A serra gaúcha e a parte sul do Estado também estão contempladas, respectivamente, com a banda Bandida (Caxias do Sul) e a Procurado Vulgo (Pelotas). Além de mostrar a história rockeira de cidades do interior, a iniciativa também expande os horizontes ao abordar nomes clássicos do rock gaúcho com origem na capital: DeFalla, Os Replicantes e Taranatiriça. A escolha dos grupos deu-se por critérios como recorte temporal, uso das cassetes e relevância histórica. As filmagens fora de Santa Maria devem ser rodadas em setembro.

Os bate-papos e cenas de cobertura já registrados tiveram como protagonistas integrantes dos seguintes grupos de Santa Maria: A Bruxa (o vocalista Renato Molina e os guitarristas Guido Isaías e Gercy Pichinni), Doce Veneno (os cantores Sino Lopes e Arion Pilla, e o guitarrista Guilherme Barros), Fuga (o frontman Pylla e o guitarrista Rafael Ritzel), Nocet (o vocalista Renato Molina, o baixista Marcos Molina e o baterista Fabrício Soriano) e Serpent Rise (o vocalista Agnaldo Gomes).

Enquanto a parte documental traz depoimentos de cantores instrumentistas falando sobre o passado e atualizando o que estão fazendo, a ficção é centrada na vida de Fran. A estudante de 17 anos “herda” de uma tia a coleção de K7s e toma gosto pelo material, dedicando-se à pesquisa de bandas ali gravadas e a entender o contexto espaço/tempo daqueles registros. Paralelamente, aparecem os conflitos geracionais e os dramas pessoais dos personagens.


O projeto tem financiamento de: Instituto Estadual de Cinema do Rio Grande do Sul, Pró-Cultura RS, Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura e Governo Federal – Brasil: União e Reconstrução. A realização é da TV OVO, tendo como produtora associada a FINISH. A direção é assinada pelos jornalistas Neli Mombeli e Marcos Borba.

O lançamento da temporada um do “Rock do K7” está previsto para ocorrer em 2026.

Acompanhe as novidades da série no perfil do Instagram.

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