
Por Gabriel Marques (com foto de Guilherme Brum) / Da Assessoria de Imprensa da Prefeitura
O Arranjo Produtivo Municipal Têxtil (APM Têxtil) avançou mais uma etapa em prol da qualificação deste segmento em Santa Maria. Na noite desta segunda-feira (8), na Estação Sicredi, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação apresentou o diagnóstico das 15 empresas que aderiram à iniciativa. Os dados foram obtidos através de um questionário elaborado e aplicado pelo Núcleo de Inovação e Competitividade (NIC), da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
O diagnóstico apontou os pontos fortes, as oportunidades, as ameaças e as fraquezas das integrantes do APM Têxtil, bem como trouxe demais informações sobre a produção, matéria-prima utilizada, vendas, mão de obra e muito mais. Neste sentido, uma das dificuldades já compartilhadas desde o dia da formalização do grupo foi a de mão-de-obra e uma das razões é a alta rotatividade de funcionários.
Dentre as maiores necessidades estão de costureiras, modelistas, operadores de máquina e vendedores.
Com 60% das vendas em Santa Maria, as empresas do APM Têxtil ampliaram em 93% as vendas para outras cidades desde 2023. O percentual deve crescer com a presença nas redes sociais. Atualmente, sete usam desta possibilidade, e estratégias, como o ajuste de preços, prospecção ativa e diálogo com clientes. Com foco na confecção, camisetas, calças e jaquetas são as principais produções.
O uso de tecnologias e o planejamento também foram temas observados através do diagnóstico. A maioria das empresas tem interesse em investir em tecnologia e a vê como aliada na busca por melhores resultados. Elas buscam por máquinas e equipamentos, novos insumos, e ferramentas de gestão. Já em relação ao planejamento interno, constatou-se o baixo uso de planejamento de metas e de indicadores, bem como o baixo planejamento financeiro estruturado e visão de longo prazo.
“A partir deste diagnóstico vamos trabalhar para que as empresas do APM Têxtil possam melhorar os seus negócios e crescer. E melhor, crescer juntas. Elas nos mostraram que estão dispostas a cooperar entre si e a Prefeitura vai estar presente para ajudar”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Ronie Gabbi.
Ainda segundo o secretário, em 2026, será executado um projeto de formação de mão de obra têxtil em três níveis: básico, intermediário e avançado. A iniciativa será realizada através do programa RS Qualifica.
Outra ação que a prefeitura já colocou em prática é o Crédito Santa Maria Têxtil. A partir dele, empreendedores do Arranjo Produtivo Municipal Têxtil (APM Têxtil) terão acesso a linhas de crédito de até R$ 21 mil e outros benefícios.
Destaques
Pontos fortes
• Cooperação entre empresas.
• Consciência sobre competitividade.
• Gestão de resíduos.
• Novos produtos próprios.
Oportunidades
• Valorização da indicação geográfica.
• Expansão geográfica.
• Diferenciação de produtos.
• Consistência entre vendas e logística.
Fraquezas
• Falta de investimentos externos.
• Custos operacionais altos.
• Falta de certificações.
• Dependência energética.
• Carência de mão de obra.
• Problemas de automação.
• Custos operacionais
• Barreiras financeiras
Mão de obra
Ausência de certificações
Planejamentos estratégicos
Dependência energética
Problemas de infraestrutura e automação
Comunicação e estrutura básica de AP
Gestão da produção
Pós-venda
Ameaças
• Falta de investimentos externos.
• Dependência externa a SM de matérias-primas e insumos
• Infraestrutura limitada.
• Cultura industrial local pouco desenvolvida.
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