
Por Maiquel Rosauro
Municípios da região Central do Rio Grande do Sul apresentam uma baixa participação na “Pesquisa de Percepção de Riscos de Desastres Pela População Gaúcha”, iniciativa da Casa Militar, por meio da Subchefia de Proteção e Defesa Civil. Até o momento, nenhum morador dos municípios de Restinga Sêca, Quevedos e Toropi respondeu ao formulário lançado em 8 de setembro. O último dia para responder ao estudo é quinta-feira (23).
Conforme levantamento divulgado pela Defesa Civil, nesta segunda-feira (20), 13.410 pessoas já responderam ao questionário – confira no arquivo em PDF, no final deste texto. Em Santa Maria, 342 moradores da área urbana já participaram (superando a meta de 187 respostas), mas apenas seis residentes da área rural preencheram a pesquisa (são esperadas as respostas de, pelo menos, oito moradores do interior do município).
O objetivo da pesquisa é traçar um cenário de como a população percebe os riscos e desastres no Estado. Todas as pessoas com mais de 18 anos e residentes em um dos 497 municípios gaúchos podem responder.
A participação é totalmente voluntária e confidencial. Não haverá identificação dos respondentes, e todos os dados coletados serão utilizados exclusivamente para fins técnicos e estratégicos, buscando fortalecer o Sistema de Proteção e Defesa Civil do Estado.
Embora a pesquisa não tenha como finalidade mapear áreas de risco, ela é fundamental para entender a relação entre as pessoas e o território em que vivem, especialmente frente aos desafios ambientais que afetam diferentes regiões do Rio Grande do Sul. A partir das informações obtidas, será possível desenvolver ações mais eficazes e adaptadas à realidade das comunidades gaúchas.
A coordenadora de Comunicação Social da Defesa Civil estadual, tenente Sabrina Ribas, reforça a necessidade de participação.
“Precisamos dessa percepção das pessoas para conseguir melhorar nosso trabalho, seja a questão das mensagens, de como a gente se comunica, de como as pessoas percebem e de como vamos fazer para melhorar nossos processos e nossos fluxos”, explica Sabrina.





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