
Por Maiquel Rosauro
Os vereadores de Santa Maria não votaram, nesta terça-feira (2), o projeto que prevê o empréstimo do 13º salário dos servidores da Prefeitura no Banrisul. Embora a proposta esteja tramitando em regime de urgência, a presidência da Casa decidiu não chamar uma sessão extraordinária pelo risco de não aprovar a matéria. A sessão foi encerrada há cerca de 15 minutos, à 1h05min desta quarta-feira (3).
A expectativa da base governista é aprovar o projeto nesta quinta-feira (4), uma vez que existe a possibilidade de que três vereadores que são contra a proposta estejam ausentes da sessão – Helen Cabral (PT), Alice Carvalho (PSol) e Lorenzo Pichinin (PSDB) – uma vez que eles possuem viagens autorizadas para esta data.
A oposição chegou a solicitar a realização de uma sessão extraordinária para votar a proposta, porém o presidente Admar Pozzobom (PSDB) negou alegando que o rito adotado não estava correto.
Sem votação, o Projeto de Lei 10141/2025, de autoria da Prefeitura, passou apenas em primeira discussão na sessão desta terça (2). A proposta estabelece que a Prefeitura poderá viabilizar a antecipação do 13º salário de 2025 por meio de contrato com o Banrisul, e indenizar os servidores pelos encargos e despesas dessa operação: quem aderir recebe o valor integral em 19 de dezembro, enquanto quem não aderir terá o pagamento feito em dez parcelas a partir de fevereiro de 2026 – e, caso o servidor não se manifeste até 18 de dezembro, a adesão ao parcelamento será considerada automática.
Junto com a proposta também tramita a emenda aditiva do vereador Alexandre Vargas (Republicanos), a qual determina que todos os valores relativos aos encargos financeiros e demais despesas decorrentes dos contratos bancários dos servidores com o Banrisul serão de responsabilidade exclusiva da Prefeitura de Santa Maria.
Discussões e protesto
O clima na Casa começou tenso logo na abertura dos trabalhos, quando Admar fez um longo discurso salientando que não toleraria desrespeito ao regime interno e nem ataques à honra. Destacou que, na semana passada, um parlamentar atacou integrantes da Procuradoria Jurídica e que um cargo de confiança (CC) da Mesa Diretora foi chamado de covarde e verme rastejante.
Durante a sessão, por 13 votos a 8, os parlamentares rejeitaram requerimento liderado por Valdir Oliveira (PT) para convocação dos secretários Luiz Carlos Teixeira de Oliveira, da Fazenda; e Guilherme Cortez, procurador geral do Município, para prestar esclarecimentos sobre a situação financeira do Município.
Em um momento de interrupção da sessão, os vereadores Tony Oliveira (Podemos) e Helen Cabral (PT) quase chegaram às vias de fato, mas Tony foi contido por assessores conforme mostra o registro abaixo, do Sindicato dos Municipários. Helen ameaçou registrar um boletim de ocorrência.
Outro fato ocorreu quando Tubias tentou se manifestar na tribuna sobre o projeto, mas foi interrompido pelo presidente por, supostamente, estar fugindo do tema. Ambos discutiram e Admar interrompeu a sessão por alguns minutos.
No retorno da sessão, exatamente à meia-noite, Tubias selou a boca com uma fita adesiva e ficou assim durante dez minutos. Porém, não houve silêncio, o protesto foi acompanhado por constantes aplausos vindos das galerias.





Sem querer desrespeitar os artistas circenses de verdade.
Mais um circo no Cabidão da Vale Machado. Pago com dinheiro publico.
Que vergonha esse vereador Tony Oliveira do Podemos querer bater em uma vereadora mulher Helen Cabral (PT). Covarde, que veio corrido de Rio Pardo. Bolsonarista que usa uma Rádio da Igreja Católica para fazer demagogia. Porque ele não vem bater em nós Municipários?