SANTA MARIA. Sedufsm participa de manifestação contra feminicídios neste sábado, a partir das 9h
Ato ocorre na praça Saldanha Marinho e ainda vai repudiar anistia a golpistas
Por Fritz Nunes (Com arte de Divulgação) / Da Assessoria de Imprensa da Sedufsm

Neste sábado, 13 de dezembro, acontece em Santa Maria, a partir das 9h, na praça Saldanha Marinho, um ato público contra os feminicídios, que faz parte de uma mobilização nacional. Sob o lema “Nem uma a menos”, diversos sindicatos, entre esses, a Sedufsm, que participou da construção da atividade, se somam a coletivos, movimentos e partidos políticos, para gritar em alto e bom som que queremos “mulheres vivas” e que é preciso dar uma basta à violência contra as mulheres que assola o país.
A diretoria da Sedufsm convida professoras e professores a participar do ato, que também será um espaço para repudiar a impunidade que se alastrou pela Câmara Federal, com a aprovação do projeto que reduz penas e pode anistiar aqueles que atentaram contra a democracia no país.
A pauta construída pela organização do evento é constituída dos seguintes pontos:
– Ampliação das delegacias da mulher 24h;
– Defesa dos direitos reprodutivos;
– Fim da escala 6 x 1;
– Remuneração para o trabalho doméstico;
– Dados reais sobre violência doméstica;
– Acolhimento especializado para mulheres negras, indígenas, trans e com deficiência.
Números da violência
O anuário brasileiro de segurança pública e do ministério da Saúde apresentam dados que mostram uma verdadeira epidemia de violência contra as mulheres. Conforme esses órgãos, a cada 10 minutos ocorre um feminicídio no país; a cada 4 minutos uma mulher é agredida e sobrevive; a cada 6 minutos acontece um estupro; e a cada 30 segundos uma mulher sofre algum tipo de violência.
O Observatório da Mulher contra a Violência (OMV) do Senado Federal, junto com o Instituto Natura e a organização Gênero e Número também apresentaram dados preocupantes publicados recentemente pelo jornal ‘Brasil de Fato’. Segundo o Mapa Nacional da Violência de gênero elaborado por essas instituições, cerca de 3,7 milhões de mulheres brasileiras viveram um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses.
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