CIDADE. Depois de bloquear vias, DCE promove ato público e quer CPI para investigar transporte coletivo
Estudantes protestam contra o preço da tarifa e impedem ônibus de circularem

Por Fritz R. Nunes (texto e foto) / Da Assessoria de Imprensa da Seção Sindical dos Docentes da UFSM
A Seção Sindical das e dos Docentes da UFSM está solidária com o movimento estudantil, representado pelo Diretório Central de Estudantes, que foi às ruas protestar contra o aumento abusivo da passagem de ônibus em Santa Maria, declara o presidente da Sedufsm, professor Everton Picolotto.
Na manhã desta segunda, 9 de março, dezenas de estudantes realizaram bloqueios em diversos pontos em ruas centrais de Santa Maria, como por exemplo, na rua do Acampamento, Avenida Rio Branco e rua Vale Machado, dificultando o trajeto dos ônibus. Nesta terça (10), às 17h, deve ocorrer nova mobilização, com a realização de um ato público na praça Saldanha Marinho, no qual deve ser enfatizado o pedido de que a Câmara de Vereadores instale uma CPI para investigar a situação do transporte na cidade.
O objetivo das manifestações que ocorreram hoje (segunda) e seguirão amanhã (terça) é denunciar à população o reajuste da passagem de transporte urbano, que em oito meses acumula um aumento de 45%, índice muito acima da inflação e de qualquer ouro tipo de reposição salarial. A partir da meia-noite desta segunda, a passagem subiu de R$ 6,50 para R$ 7,25, mas em julho de 2025, o valor ainda era de R$ 5,00. Conforme o DCE, se levarmos em conta desde o início da pandemia (2020), o percentual de aumento da tarifa atinge 70%.
Para o presidente da Sedufsm, é preciso um olhar mais cuidadoso em relação ao problema do transporte coletivo. “Sabemos que o município vive uma crise nesse setor há anos, e que, mesmo com a prefeitura destinando milhões de reais, ano a ano, para as empresas, a tarifa continua subindo sem parar, onerando as e os estudantes da UFSM, e a classe trabalhadora em geral”, diz Everton Picolotto. Na visão do dirigente da seção sindical, é preciso que se dê um basta ao absurdo de uma tarifa que está entre as mais caras do país e, mesmo assim, com linhas e veículos ruins e insuficientes.
Picolotto acrescenta que a comunidade santa-mariense não pode pagar a conta do descontrole em relação ao transporte coletivo da cidade. “É necessário mais transparência dos gastos públicos com o setor e, ao mesmo tempo, a imediata realização do processo de licitação, que vem sendo protelado há muito tempo”.
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