
Com informações e texto de Tami Loreto / Da assessoria do edil Luiz Roberto Meneghetti
Um estrangulamento histórico na saúde pública municipal está sendo superado graças à destinação de recursos estratégicos. Em apenas três meses de execução (fevereiro a abril), a Emenda Impositiva articulada pelo vereador Luiz Roberto Meneghetti provocou uma queda drástica na fila de espera por ecografias mamárias (ultrassonografias) pelo SUS, reduzindo o número de pacientes aguardando de 4.316 para 1.402.
Antes da injeção de recursos da emenda, o cenário era crítico: o sistema operava em um ritmo muito lento, realizando em média apenas 20 exames por mês. Com a nova capacidade de atendimento, o cenário mudou radicalmente. Nestes primeiros 90 dias de força-tarefa, a rede pública registrou 1.646 agendamentos, culminando em 1.346 exames efetivamente realizados e com laudo.
Além de acelerar os atendimentos, a força-tarefa coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde revelou um retrato preocupante do impacto causado pelos anos de lentidão no sistema. Durante o processo de busca ativa das pacientes, muitas mulheres relataram que precisaram pagar pelo exame na rede privada diante da demora excessiva. Em outros casos, o procedimento já não era mais necessário no momento do contato.
“A fila praticamente não andava e milhares de mulheres ficavam reféns do tempo. Quando falamos de saúde feminina e prevenção, isso simplesmente não pode acontecer. Essa emenda nasceu para destravar o sistema, acelerar diagnósticos e garantir dignidade para quem depende do SUS. O fato de tantas mulheres terem buscado solução por conta própria mostra o tamanho da urgência que Santa Maria enfrentava”, destaca o vereador.
Apesar dos números expressivos, o vereador e a Secretaria de Saúde fazem um apelo à população em relação às faltas. No trimestre, foram registrados 300 casos de absenteísmo, com um pico de 171 faltas apenas no mês de abril.
O apelo é para que pacientes que não possam comparecer avisem antecipadamente as unidades de saúde, permitindo que outras mulheres sejam chamadas rapidamente.
Cada vaga aberta representa mais agilidade no diagnóstico, mais eficiência para o sistema público e, principalmente, mais chances de prevenção e tratamento precoce.
Evolução mês a mês
Fila de espera inicial: 4.316 mulheres
Ritmo de atendimento: 20 exames/mês (em média)
Agendamentos: 378
Exames realizados: 322
Faltas (absenteísmo): 56
Agendamentos: 510
Exames realizados: 437
Faltas (absenteísmo): 73
Agendamentos: 758
Exames realizados: 587
Faltas (absenteísmo): 171
Balanço total do trimestre (fev-abr):
Total de agendamentos: 1.646
Total de exames realizados: 1.346
Total de faltas: 300
Fila de espera atual: 1.402 mulheres
Redução da fila: 67,5%





Se é necessario uma intervenção externa para o sistema funcionar é porque naturalmente ele não funciona. Propaganda do edil é furada, metade das emendas impositivas obrigatoriamente tem que ser destinadas a saúde. Com grande probabilidade a fila só foi para o estagio seguinte, o tratamento. Se for necessario. Alas, fila surge porque a demanda é maior que a oferta.