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EDUCAÇÃO. Docente da UFSM defende preservação ambiental como a base da produção agrícola

Professora busca conscientizar estudantes acerca dos desafios climáticos

Por Bruna Homrich (Com foto de Arquivo) / Da Assessoria de Imprensa da Sedufsm

Projeto de extensão universitária desenvolvido com uma produtora familiar

Dentro da universidade, há professoras, professores, pesquisadoras e pesquisadores empenhados em fazer a diferença e transformar, a partir da sala de aula e de projetos de extensão, a mentalidade e a atuação de pessoas que já trabalham ou que irão atuar na produção agrícola. Gizelli Moiano De Paula é uma dessas docentes. Vinculada ao Departamento de Ciências Agronômicas e Ambientais do campus da UFSM em Frederico Westphalen, ela mostra às e aos estudantes que a adoção de práticas sustentáveis no campo traz benefícios também do ponto de vista produtivo e econômico.

“Cabe aos docentes ensinar seus alunos que é possível produzir desde que se preserve. Não há produção sem conservação do solo, da água, dos rios e das nascentes. A primeira coisa é a conscientização sobre a importância da preservação dos recursos naturais, porque, sem água e sem solo preservado, não se produz nada”, argumenta Gizelli.

Ela acredita que é principalmente por meio da extensão universitária que a informação chega às comunidades agrícolas, aos produtores e aos sindicatos rurais. Outra forma de disseminar esse conhecimento é pela formação das e dos estudantes que vêm dessas comunidades para estudar na universidade.

“Nas disciplinas, explicamos que existem métodos para tornar a agricultura mais sustentável — sistemas de plantio, adubação orgânica, sistemas consorciados, silvicultura e legislação ambiental — e que esses cuidados são importantes não apenas dentro da academia, mas também fora dela, contribuindo para a preservação do meio ambiente, do solo e das águas. Mostramos que o desmatamento não traz benefícios, apenas degrada áreas e contribui para as mudanças climáticas. Se o aluno compreender isso e conseguir levar esse conhecimento para a comunidade em diferentes ações, já teremos um ganho importante como universidade”, comenta a docente.

Gizelli também coordena a disciplina complementar “Emergência climática e o impacto na agricultura”, na qual aprofunda o debate sobre a necessidade de preservar para produzir.

“Nessa disciplina, explico como chegamos ao atual cenário de mudanças climáticas, os impactos que já enfrentamos e a busca contínua para evitar o aumento da temperatura média global. Procuro fugir de polêmicas muito polarizadas, porque entendo que isso não ajuda o aluno a compreender o problema”, relata.

Para a professora, o papel da universidade é justamente conscientizar a população sobre os impactos do uso inadequado dos recursos naturais e sua relação com o aumento da temperatura global. Segundo ela, as consequências desse processo já podem ser percebidas no cotidiano.

“Temos observado o aumento da temperatura nos últimos anos, algo que não é confortável para nenhum ser vivo. Também percebemos a intensificação de fenômenos meteorológicos, especialmente o El Niño-Oscilação Sul. Na sua fase quente, o El Niño traz ao Rio Grande do Sul volumes de chuva acima do normal. Esse excesso de chuva provoca diversos problemas, principalmente para a população urbana, como enchentes e todos os desastres associados a elas. Na zona rural, os impactos também são significativos, com excesso de água no solo, avanço dos rios sobre áreas de lavoura e riscos para os animais, o que pode ocasionar perdas na produtividade agropecuária”, explica.

A docente reforça que conscientizar sobre sustentabilidade e preservação ambiental é uma responsabilidade coletiva e uma das principais tarefas da universidade.

“O papel da universidade é conscientizar a população de que práticas inadequadas contribuem para a degradação do meio ambiente e para as mudanças climáticas. Precisamos orientar as pessoas sobre a importância do cuidado com os recursos naturais, como a água, o solo, as plantas e as matas, entendendo que esse sistema, aliado à biodiversidade, proporciona melhores condições de vida para todos os seres”, conclui.

Confira aqui a entrevista da professora Ana Paula Rovedder, do departamento de Ciências Florestais da UFSM, que cita desarticulação de órgãos de proteção, permissividade na fiscalização e desvalorização de especialistas como elementos que fragilizam o estado para enfrentar novos eventos extremos.

PARA LER NO ORIGINAL, CLIQUE AQUI.

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Um Comentário

  1. ‘[…] ela mostra às e aos estudantes que a adoção de práticas […]’. ‘Às’ quem cara pálida?

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