Carteiraço. Delegado federal queria ver de graça GP de Fórmula 1. 5 anos depois, é processado
Ok, ok, ok. O fato ocorreu há cinco anos, ou quase. Mas, de todo modo, virou alvo de investigação e processo. Mesmo que apenas agora. O acusado é um delegado da Polícia Federal – que deu um carteiraço (e dos grandões) para assistir de graça um Grande Prêmio de Fórmula 1. Essa história, que você não lerá na mídia grandona, está contada em reportagem publicada na revista especializada Consultor Jurídico. Acompanhe:
Delegado é acusado de usar função para assisitir F1
Por tentar ilegalmente obter credenciais oficiais para o GP Brasil de Fórmula 1, o delegado da Polícia Federal Nivaldo Bernardi foi denunciado por estelionato pelo Ministério Público Federal em São Paulo. A acusação é de que o delegado tenha pedido 54 credenciais aos organizadores do evento em 2004, sendo quatro delas para acesso ao paddock, onde é possível circular perto dos boxes das equipes. Hoje, os ingressos custariam R$ 130 mil. A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (15/6) e está sendo analisada pela 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo.
O delegado é acusado de forjar o pedido dos ingressos com um papel timbrado da Polícia Federal, para o evento de 2004. A direção da Polícia Federal, porém, informou aos organizadores que não participaria do GP. O empresário Tamas Rohony, organizador do GP, numa reunião preparatória sobre segurança do evento, foi comunicado pelo delegado Antonio Wagner Castilho de que a PF não participaria. Rohony então entregou a Castilho o ofício entregue por Bernardi dias antes, o que levou à PF a abrir um procedimento disciplinar interno. O procedimento, porém, começou dois anos após o fato.
Além de oferecer denúncia contra Bernardi, o procurador da República Roberto Antonio Dassié Diana denunciou o então corregedor-regional da PF em São Paulo, Antonio Pietro, e o então superintendente de Polícia Federal em São Paulo, em exercício, Severino Alexandre Andrade Melo, pelos crimes de…
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