Coluna Observatório. Na frustrar ninguém, superdesafio à espera da dupla Schirmer e Farret
Schirmer e Farret não
contam, mas já tratam
do primeiro escalão
O prefeito eleito Cezar Schirmer, em mais de uma ocasião, após a supervitória no pleito de domingo passado, declarou: vamos governar com os servidores municipais. E adendou: reduziremos os CCs (Cargos de Confiança) e ampliaremos as FGs (Funções Gratificadas). Traduzindo: menos gente de fora, mais funcionários do quadro permanente da Prefeitura serão utilizados no preenchimento dos cerca de 300 cargos de chefia da administração municipal.
Qualquer cidadão, ouvindo ou lendo acerca desse propósito, saúda como uma boa medida. Para implementá-la, porém, o prefeito eleito, que trabalha em dobradinha com o vice, José Farret, terá que ter uma grande força para suplantar as inevitáveis pressões que surgirão dos seus partidos, PMDB e PP, e também dos aliados, PSDB, DEM e PPS. Todos, no discurso, fecharão com as lideranças. Mas, na prática, é tão certo quanto você está lendo este texto quanto que a movimentação para a ocupação dos cargos já começou.
Farret e Schirmer têm a legitimidade e a chancela das urnas, que lhes deram consagradora votação e acreditam firmemente nisso. Portanto, ao menos esta coluna torce para que tenham a capacidade (e eles têm) de superar essa dificuldade. Que, ninguém se engane, existe.
Por outro lado, e até mesmo antes dessas três centenas de funções a ser distribuídas, há o secretariado a ser formado. Também aqui há ambições a administrar, partidos a contentar e a necessidade de compatibilizar confiança política com a devida competência. É esse o superdesafio, ao lado da necessidade de não frustrar nenhuma das forças que contribuíram para o resultado da eleição.
MERA COINCIDÊNCIA – talvez seja o caso de relembrar uma historinha atribuída a Tancredo Neves, quando este se preparava para assumir o governo de Minas Gerais e definia seu secretariado. Alguém, muito interessado na pasta da Agricultura, plantou seu nome em sucessivas notas na imprensa. Depois, chegou ao governador dizendo: Dr Tancredo, não sei mais o que fazer com o assédio da mídia. Todos querem saber se vou mesmo ser secretário. Ao que, o matreiro político mineiro respondeu: Fulano, faz o seguinte diz que te convidei. E você não aceitou. Atenção: qualquer semelhança com fatos atuais não é, necessariamente, mera coincidência.





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