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POLÍTICA. Leite assume desafio de reformar o 1º escalão. E encontrar lugar para Paula e Pozzobom

Tarefa do governador inclui também acomodar interesses de partidos aliados

Governador Eduardo Leite retornou de agenda internacional cumprida nos Países Baixos (Foto Mauricio Tonetto/Palácio Piratini)

Reproduzido do Site do jornal Correio do Povo / Texto assinado por Diego Nuñez e Flávia Simões

Ao voltar da missão gaúcha aos Países Baixos, o governador Eduardo Leite (PSDB) terá o desafio de lidar com a reforma no secretariado. Prevista para o início do ano, a reforma têm preocupado aliados devido à falta de comunicação do governo sobre as mudanças. Assim, este será um dos primeiros assuntos a serem tratados por Leite ao retomar seu posto no Palácio Piratini. Decisões oficiais, porém, devem ocorrer apenas após 10 de março.

Nos bastidores, contudo, ocorrem movimentações. Um dos primeiros encaixes deve ser o da ex-prefeita de Pelotas Paula Mascarenhas (PSDB). Atualmente alocada no Gabinete do Governador, as expectativas eram de que Paula fosse conduzida a uma secretaria que proporcionasse visibilidade, a fim de pavimentar o seu nome para as eleições de 2026.

Entretanto, o papel que Paula vem desempenhando no governo têm agradado o governador e agora se estuda transformá-lo em secretaria, nos moldes do Ministério das Relações Institucionais do governo federal. Ela tem feito a interlocução entre o Piratini e os prefeitos, entidades e instituições. Próxima ao governador, Paula foi nomeada logo após deixar o cargo em Pelotas.

Outra promessa para o novo secretariado é o ex-prefeito de Santa Maria, Jorge Pozzobom (PSDB). Após eleger o seu vice e correligionário, Rodrigo Decimo, Pozzobom busca agora um lugar de visibilidade, também de olho em 2026. Ele havia sido convidado para ocupar um cargo no gabinete de Leite até que as articulações fossem concluídas. Mas, após oito anos de prefeitura, Pozzobom preferiu esperar o tempo do governador.

Com os tucanos ganhando mais espaço, Leite terá de repensar os espaços no primeiro escalão para conseguir acomodar partidos da base aliada na Assembleia Legislativa que buscam ampliar sua participação no Executivo.

União Brasil, por exemplo, acabou de perder a pasta de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, com a saída de Carlos Rafael Mallmann. Ainda tendo o secretário de Justiça, Fabrício Peruchin, o partido espera indicar mais um ou dois nomes para o secretariado. Existe a expectativa de que o deputado estadual Thiago Duarte, que concorreu a vice-prefeito da Capital em 2024, em uma coligação apoiada por Leite, possa ser um dos indicados. Sua bancada busca que a proporcionalidade eleitoral do Legislativo seja mantida. O União Brasil não cogita perder cadeiras.

O deputado estadual Edivilson Brum (MDB) está sendo cotado para assumir uma pasta e uma possibilidade é a Secretaria da Agricultura, mas ainda não há definição. O ingresso de um parlamentar do MDB abriria vaga para que Tiago Simon, filho do ex-governador Pedro Simon, possa ocupar uma cadeira. Também base do governo, o PDT deve ganhar mais uma secretaria, além da pasta do Trabalho e Desenvolvimento Profissional, ocupada por Gilmar Sossella.

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