Não há dúvida. Ninguém, na mídia tradicional, dará curso a essa carta. Ela foi enviada na sexta-feira ao diretor da Central Globo de Jornalismo. Tratava da cobertura da emissora e retransmitida por suas afiliadas (no Rio Grande do Sul, a RBS) acerca do movimento paredista dos bancários.
Sua autora, por sinal formada em jornalismo, é Teresa Roberta Soares. Confira a íntegra – publicada originalmente no blogue do jornalista Luis Nassif. É uma boa forma de entender como se tratam alguns movimentos neste país. A seguir:
“Carta desabafo de uma bancária à Rede Globo
Carta à Direção Globo de Jornalismo
Sr. Carlos Henrique Schroder,
É com grande insatisfação que escrevo aqui em nome de quase 500 mil bancários existentes no Brasil.
Em primeiro lugar, gostaria de dizer que estamos indignados com o tratamento que os telejornais da Central Globo de Jornalismo, subordinada a sua Direção Geral de Jornalismo e Esportes (DGJE), estão dando a nossa greve.
Todos os dias suas reportagens altamente parciais (sempre do lado dos banqueiros, o capital de vocês) mostram nossa greve prejudicando clientes, idosos, etc. O que vocês não mostram é o quanto nós somos prejudicados o ano inteiro.
Sr. Carlos Henrique Schroder, aos 16 anos, quando entrei para a faculdade de jornalismo, eu achava que poderia mudar o mundo.
Aos 20, quando acabei a faculdade, percebi que o mundo é que havia me mudado.
Decidi ser bancária, que por sinal é uma profissão muito digna, talvez até mais digna do que aquela profissão que me fez passar quatro anos na universidade.
Sr. Carlos, nós, bancários, trabalhamos feito robôs. Em minha agência somos 24 funcionários e temos que atender em média 500 clientes por dia, em seis horas de trabalho, sendo no máximo 15 minutos para atender cada cliente, o que matematicamente torna-se uma conta impossível.
Nesses 15 minutos que temos para atender os clientes, em vez de resolver os problemas deles, temos que oferecer produtos que eles não precisam. Temos que empurrar seguros de vida a universitários; temos que vender (com muita dor no coração) títulos de capitalização e colocar cheque especial na conta de idosos que só ganham um salário mínimo. Fazemos empréstimos com juros absurdos para aposentados do INSS que não sabem nem ler. Fazemos tudo isso porque somos obrigados pela instituição capitalista que paga nosso minguado salário…”
PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.
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Quero agradacer ao espaço do Claudemir Pereira, que sempre fiz meus desabafos, e TAMBÉM a TODAS as pessoas me apoiaram. Agradecer a justiça, ao direito, que concederam o meu pedido de LIMINAR, em MANDATO DE SEGURANÇA, que consideraram o câncer, e as irregularidades da minha remoção da SMGA para SMS. O direito nos dá direito de viver num estado democrático, evitando abusos. Agradeço ao judiciário, ao MP, que levam em consideração a LEI nas bases constitucionais. TRatamento digno a jornalista, tratamento digno ao pacientes de doenças, a todas as diferenças, e a todas as pessoas que falam e questionam.RESPEITO A LIBERDADE DE EXPRESSÃO É FUNDAMENTAL. Quero dizer que o meu caso não teve precedentes na história do executivo. E que a valorização dos partidos que apoiam o trabalhador, sempre me apoiaram, e que a tristeza minha é ver alguns , claro poucos, que “puxam o saco” por umas merrecas, e não olham o ser humando como pessoa DIGNA.
CLAUDEMIR OBRIGADO POR TER ESSA ESQUINA DEMOCRÁTICA.
Não leio texto que começa com “escrevo aqui em nome de quase 500 mil bancários existentes no Brasil. ”
Ela tem procuração destes “quase 500 mil”?
Ela tem a opinião dela, escreve por ela. Não suporto quem “terceiriza” suas opinioes para outros, ainda mais quando usa “quase”… nem sabe o numero exato.
O que esta menina esperava?
Que a Rede Globo fizesse justiça?
A Globo é uma rede de TV… quer justiça procure o Judiciário.
Será que a famosa “TV Traço” (a estatal criada por Lula a um custo de R$ 500 milhões e que ninguém assiste) mostrou a greve com o verniz que a bancária queria?
Ah… tenham dó.
O que tem que ser dito é que o grande PATRÃO da classe bancária (mais de 350 mil empregados em BB, Caixa, BACEN, BASA) é o Governo Federal, leia-se: o governo do PT.
Quem é cliente do Banco do Brasil ou da Caixa sabe muito bem o que é ser constrangido a adquirir planos de capitalização, cartões de crédito, seguros de vida e outros “produtos”.
Cabe lembrar aos PTlhos de plantão que os produtos são de empresas transnacionais, aquelas dirigidas por “gente loira de olhos azuis” como Mastercard, Visa e seguradoras americanas e européias, que o PT gosta muito de criticar no varejo mas adora puxar o saco no atacado.
Será que não vai surgir aqui algum PTlho para lembrar que as chefias desses bancos (gerentes, superintendentes, diretores, etc… todos atualmente indicados por critérios político-partidários) ganham premiação por resultados de venda?
Dia desses, no inverno passado, encontrei no Aeroporto Salgado Filho uma turma de chefias de um banco estatal vestidos igual a escoteiros para uma semana de moleza em Bariloche.
Premiação ganha com o stress da menina que escreveu a carta à Globo, que nada tem a ver os problemas dela.
Onde estão os defensores do nacionalismo?
Cadê o pessoal do partido que defende o trabalhador?
Devem estar mudando o mundo numa mesa de bar, como sempre…