No rastro. Mais fundações ligadas a universidades, inclusive do RS, são alvo de investigação
Santa Maria e sua universidade federal ainda estão traumatizadas com os efeitos, que nem são totalmente conhecidos ainda, da Operação Rodin, da Polícia Federal (com a participação do Ministério Público Federal), e cujo inquérito se encontra em fase final. Pois, agora, ilustres fundações ligadas a universidades (tanto quanto as nossas Fatec e Fundae) viram alvo de investigação.
Quem trata disso, em sua página na internet, é o jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo. Confira o que ele escreve acerca do assunto. No final, um pequeno comentário meu. A seguir:
CPI investiga contas de fundações da USP e Unicamp
Lista inclui também entidades de três ‘federais’: RS, RJ e PE
direção da CPI das ONGs decidiu submeter a voto requerimentos que pedem a abertura das contas de fundações vinculadas a algumas das principais universidades do país. Descobriu-se que receberam do governo somas milionárias entre os anos de 1999 e 2006, período que cobre o último mandato de FHC e o primeiro quadriênio da gestão Lula.
Entre os primeiros alvos da CPI estão as fundações que operam sob as logomarcas da USP, da Unicamp e de três universidades federais: Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Pernambuco. Foram pinçadas de uma relação que inclui as 40 organizações sem fins lucrativos que mais receberam verbas públicas nos oito anos que estão sob análise.
Juntas, essas cinco entidades receberam R$ 406,3 milhões. Os valores são nominais, sem correção monetária. Não há, por ora, evidências de que as fundações tenham malversado verbas públicas. Porém, dois fatores motivam o desejo de varrer-lhes a escrituração: a exuberância das cifras e as estripulias detectadas na Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos).
Ligada à UnB (Universidade de Brasília), a Finatec também é alvo das apurações que a CPI das ONGs deseja intensificar. Ganhou o noticiário depois que se descobriu que se servira de verbas destinadas à pesquisa para decorar o luxuoso apartamento do reitor da universidade, Timothy Mulholland. Encontra-se, desde sexta-feira (16), sob intervenção judicial.
São as seguintes as fundações universitárias cuja contabilidade a CPI deseja perscrutar:
– FAURGS (Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul): Ocupa a 19ª posição no ranking das entidades que mais receberam verbas do governo. De acordo com documento técnico preparado pela assessoria da CPI das ONGs, amealhou, entre 1999 e 2006, R$ 109,5 milhões.
– FUJB (Fundação Universitária José Bonifácio): é ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro. Na lista das entidades que mais receberam verbas públicas, ocupa a 26ª posição: R$ 83,8 milhões…
COMENTÁRIO CLAUDEMIRIANO: neste momento, vamos combinar, tudo o que não precisamos é de mais um escândalo envolvendo nossas instituições. Que tudo fique por lá. Se bem que, se vier, também não é ruim. Afinal, o que se quer é transparência. Para todos. Ou não?
SUGESTÕES DE LEITURA – confira aqui a íntegra da notaCPI investiga contas de fundações da USP e Unicamp
E aqui outras notas publicadas pelo jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo.





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