Eleições 2006. Falta troco para bancar as campanhas, na reta final da disputa pelo Piratini
O forrobodó que atingiu a candidatura tucana ao Palácio Piratini com desentendimentos por questões financeiras vindo a público, e com provável prejuízo eleitoral -, além de explicitar a dificuldade do PSDB e seus aliados, tornou visível um problema que afeta a todos os concorrentes ao Governo do Estado.
A realidade é que o troco está curto. Muuuuito menos do que o previsto foi arrecadado. Com o que, estruturas de campanha precisam ser redimensionadas, ao mesmo tempo em que mais recursos têm que ser buscados, sabe-se lá de onde.
A penúria financeira dos partidos e candidatos, e o que eles estão fazendo (ou não) para resolver o problema que pode significar a vitória ou a derrota em 1º de outubro, são os temas de interessante reportagem assinada por Alexandre Elmi e Marcelo Gonzatto, que o jornal Zero Hora está publicando em sua edição deste domingo. Veja:
A campanha do aperto
A duas semanas do encontro com as urnas, as candidaturas ao Piratini fazem um acerto de contas com as próprias finanças de campanha. A escassez imposta pelas novas regras de financiamento levou as siglas a refazer planilhas de gastos, controlando despesas, readequando o tamanho das equipes e pedindo socorro aos diretórios nacionais.
A eclosão da crise financeira do comitê de Yeda Crusius (PSDB) explicitou a penúria. Tendo arrecadado até o início de setembro pouco mais de 10% dos R$ 7 milhões que estimou gastar, não houve como sustentar a estrutura montada para tentar levar a tucana ao segundo turno. O resultado foi a saída do marqueteiro Chico Santa Rita, o rompimento com uma produtora paulista e a dispensa dos profissionais contratados.
A cúpula tucana não confirma, mas Yeda teria recebido socorro financeiro do diretório nacional. Por aqui, um jantar com convites a R$ 1 mil na noite deste domingo ajudará a ampliar o cacife financeiro da candidata. Um dos encarregados de buscar dinheiro, o tucano Juarez Molinari mantém o discurso oficial: tudo estaria sob controle, com os doadores de campanha se entusiasmando com “o crescimento nas pesquisas”. O cenário traçado pelo empresário Paulo Afonso Feijó, vice na chapa de Yeda, é mais realista:
– Fui contribuinte, sou empresário, sei quanto o empresário dava antes e quanto está dando agora. Não é uma situação de querer ou não contribuir. Os resultados dos negócios no Estado, por erros dos governos, são os piores possíveis, o que dificulta a arrecadação.
É o tipo de dificuldade que até mesmo Paulo Michelucci tem encontrado. Responsável por buscar fundos para a campanha deGermano Rigotto (PMDB), Michelucci tem usado as habilidades de equilibrista desenvolvidas quando era secretário da Fazenda para administrar as contas. Pelo lado da receita, fixou um grupo de cem doadores potenciais abordados
SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página do jornal na internet, no endereço www.clicrbs.com.br/jornais/zerohora/.





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