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Já no DEM… Partido é menor, mas o problema talvez seja maior. Afinal, é (mas não é) governo

Se o PDT, como mostrei na nota imediatamente anterior a esta, há gente descontente e querendo continuar no barco yedista, imagina no PFL, aliás, DEM, que ajudou inclusive formalmente a eleger a governadora? E que tem o vice – por mais que Paulo Afonso Feijó seja simplesmente ignorado pelo comando do Executivo, por conta de suas posições fortes (se são certas, o futuro é que vai dizer) contra várias das atitudes da adminsitração.

 

Diz Políbio Braga, em sua página  na internet, que José Sperotto, um dos três deputados demistas (os outros dois são Marquinho Lang e Paulo Borges), simplesmente não se mandou do DEM por medo de perder o mandato, por conta da decisão do Tribunal Superior Eleitoral acerca da fidelidade partidária.

 

Ora, se um parlamentar está nessa, imagina outros integrantes da agremiação que, que diabo, tem sua história na política gaúcha e é (ou foi) parceira na coligação. Então, vê-se que, embora a cúpula tenha decidido pela independência, já há gente no DEM acreditando que os interesses políticos individuais estejam se sobrepujando ao que o conjunto da sigla está pensando.

 

Mais objetivamente, não faltam demistas crendo que Ônix Lorenzoni, deputado federal que preside o partido, pensa menos nos companheiros e mais na sua própria pretensão de concorrer a prefeito de Porto Alegre. E Paulo Feijó estaria contrariando o interesse de boa parte da agremiação, que queria mesmo era aceitar a proposta da governadora Yeda Crusius (depois da demissão de Enio Bacci, da Segurança Pública) e assumir a secretaria de Obras (ocupada ainda pelo pedetista Paulo Azeredo) e uma série de outros cargos, que seriam ocupados por integrantes do DEM no interior, ou indicados por prefeitos e vereadores.

 

Quer dizer, a impressão é que essa crise interna no demismo ainda não acabou. E, a depender do que for decidido, em última instância, pelo Judiciário, a sigla até pode se desmilinguir, com muita gente simplesmente se mandando para outras siglas. Nesse caso, muito provavelmente, o maior beneficiário poderia ser o PPS. Ou mesmo o PSDB, da governadora.

 

Com certeza, uma coisa se pode afirmar: a história do rompimento do DEM com o governo ainda não teve o último capítulo.

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