Rádio e TV. Uma miscelânia de candidatos e promessas para salvar o mundo a partir da Câmara
Ok, ok, ok. É campanha eleitoral e o pessoal se empolga. Mas prometer oficinas de dança gratuitas para a população passa bem longe das funções parlamentares. Além de ser a mais barata (porque o dinheiro é público) das demagogias. Quem prometeu isso (e prometeu, que eu vi) está enganando o eleitor. Afinal, só prefeito pode sugerir isso – e ainda por cima terá que dizer de onde sairá o dinheiro, do contrário também incorrerá em erro, para dizer o mínimo.
E assim começou, com os concorrentes a uma vaga na Câmara de Vereadores, o proselitismo eletrônico. Prometendo salvar o mundo, a partir da Câmara de Vereadores de Santa Maria. Hoje (neste preciso momento, inclusive, pelo rádio) é a vez das candidaturas majoritárias, e se verá basicamente o que se sabe: Paulo Pimenta enfatizando a relação com Lula e Valdeci e buscando fazer um discurso alegre (como se percebeu já na fala dos pretendentes à Câmara); Cezar Schirmer enaltecendo a presença de Farret na chapa e dizendo que se deve fazer mais e melhor; Sandra Feltrin dizendo, com palavras mais rebuscadas, o que já é discurso de campanhas anteriores: chega dos mesmos e são todos farinha do mesmo saco.
Mas, e os vereadores, que falaram ontem? Antes de mais nada, é preciso dizer que se trata de programas bem cuidados, tecnicamente. E conteúdo razoável, na média, embora se sobressaiam, de cara, os feitos pela aliança de Pimenta – que encontrou um bordão fácil de decorar (não inventa; vote no Pimenta) e usou recursos visuais bastante atrativos. E também os que apresentam os edis que apóiam Schirmer – facilmente (e é assim que tem que ser) identificáveis pelas cores utilizadas.
A lamentar, afora vários péssimos textos decorados, clichês e rimas pobres com palavras e nomes escolhidos, terríveis erros de português nas legendas da coligação pró-schirmer (inclusive um cer, para o verbo ser que doeu bastante). Sou meio chato pra isso. Até que alguns são perdoáveis, mas esse cer, que Deus nos livre do candidato que o utilizou.
Ah, essa é uma análise preliminar. Ao longo do tempo, faremos outras. Inclusive porque, essa é uma desconfiança claudemiriana, haverá mudanças. E não serão tão poucas. Afinal, eleitor, ao contrário de vários que ouvi ontem, de toooodos os partidos, nããão são imbecis.
Uma última pergunta, com o perdão antecipado pela impertinência: ser casado há 16 anos é atestado de bom candidato?





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