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Racionamento de água iminente em Santa Maria

Não há previsão de chuva forte. A água disponível na barragem do DNOS não excede os 70 cm. Uma solução emergencial para a dificuldade de trazer água da barragem de Val de Serra vai demorar alguns dias. Resultado: em 10 dias, quando o líquido acabar e se nada acontecer, vem o racionamento (ou qualquer nome mais bonito que se queira dar à falta de água em locais e horários alternados) em Santa Maria.

Esse é um tema que, inevitavelmente, pautará a reunião prevista para a manhã desta sexta-feira, de técnicos e dirigentes da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), em Santa Maria. E é assunto, também, de reportagem de Marilice Daronco, publicada nesta sexta, no Diário de Santa Maria, e que passo a reproduzir:

Qual é a saída para tanta secura?
Com apenas 70 centímetros de água no DNOS, Corsan refaz plano não deixar cidade sem água. Racionamento volta ao debate

À procura de uma solução. E rápida. Para não chegar ao ponto de ver grande parte da população de Santa Maria sem água, a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) busca uma alternativa para a estiagem e para o baixo nível da barragem do DNOS.

Nos últimos dias, a falta de chuva agravou a situação do reservatório – são só 70 centímetros de água aproveitável. Para piorar, o clima não ajuda. Não há previsão de chuva forte para a cidade. E as bombas que estão sendo instaladas no Passo do Macaco para puxar mais água da barragem de Val de Serra só devem funcionar no final do mês, na melhor das hipóteses.

Nessas condições, a Corsan só garante água por mais 10 dias para parte dos moradores, e um plano de racionamento volta a ser debatido. Para tentar achar uma saída, técnicos e dirigentes da Corsan se reúnem hoje pela manhã.

A palavra racionamento foi dita, negada, abolida e agora volta à discussão. Isso está acontecendo porque na barragem do DNOS se vê muito mais terra rachada e lodo do que água. A situação chegou em um ponto em que a Corsan pensa até em tratar a água barrenta.

– Se não chover muito forte neste fim de semana, terão de ser tomadas medidas que podem resultar, vamos dizer, num racionamento. Eu não diria um racionamento, mas um rodízio de abastecimento – afirmou ontem o superintendente regional da Corsan, Elias Pacheco. O gerente local da Corsan, Eugênio Francisco Simioni, também está preocupado com a possibilidade de a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) exigir que a barragem do DNOS seja interditada.

– Não podemos secar a barragem porque há peixes e outros animais. É um problema ambiental. Daqui a pouco, pode acontecer de a Fepam dizer que…”


SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, inclusive com um quadro explicativo, pode fazê-lo acessando a página do jornal na internet, no endereço www.clicrbs.com.br/jornais/dsm/

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