Arquivo

Informação pública. Transparência é só palavra bonita, pouco praticada em qualquer Poder

Qualquer jornalista minimamente preocupado com sua atividade sabe o quanto é difícil, como regra geral, obter uma informação dos Poderes Públicos. Mesmo que esse seja um direito garantido pela Constituição, quando o tema for de interesse público. Exemplo: gastos de qualquer tipo.

 

Claro que há exceções. A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, para ficar no quintal, informa regularmente – sem que alguém precise solicitar -, em site específico de seu portal na internet, uma série de dados sobre a atividade parlamentar. Inclusive Diárias, devidamente individualizadas.

 

E, cá em casa, a nossa Câmara de Vereadores publica mensalmente, na internet, o balancete atualizado. Mas os dados, embora importantes, não são particularizados. A generalidade é a norma. Aliás, já publiquei aqui (e apenas nesta página você leu sobre o assunto) quanto foi comprometido pelo orçamento do Legislativo santa-mariense em despesas de viagem. Mas não sei quantos e quais vereadores mais gastaram.

 

De qualquer forma, e esta é minha sensação, mais que qualquer outra coisa, são os parlamentos os que de uma certa maneira se comportam mais adequadamente diante dos questionamentos encaminhados a eles pelos profissionais.

 

De qualquer forma, se aqui em Santa Maria, ainda que com problemas, até que se consegue publicar (e informar ao público, o maior interessado), você pode estar certo que a dificuldade para que seja cumprida a Constituição é fantástica. Como comprova, aliás, uma pesquisa que está sendo divulgada neste final de semana, em São Paulo, realizada pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (confira, no final deste texto, a sugestão de leitura). Em 125 organismos públicos estaduais pesquisados, só 2,8% (menos de 4) prestaram as informações solicitadas no prazo agendado. E eram informações de interesse público.

 

Resumindo, é evidente que quem detém Poder (e isso vale para o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, além do Ministério Público), como regra geral, não gosta muito de informar. Mesmo que o que esteja em jogo seja o interesse da sociedade e, neste caso, sob o resguardo constitucional.

 

SUGESTÃO DE LEITURA – leia aqui a reportagem “Nota baixa para a transparência”, assinada por Eduardo Militão e publicada no site especializado Congresso em Foco.

Artigos relacionados

ATENÇÃO


1) Sua opinião é importante. Opine! Mas, atenção: respeite as opiniões dos outros, quaisquer que sejam.

2) Fique no tema proposto pelo post, e argumente em torno dele.

3) Ofensas são terminantemente proibidas. Inclusive em relação aos autores do texto comentado, o que inclui o editor.

4) Não se utilize de letras maiúsculas (CAIXA ALTA). No mundo virtual, isso é grito. E grito não é argumento. Nunca.

5) Não esqueça: você tem responsabilidade legal pelo que escrever. Mesmo anônimo (o que o editor aceita), seu IP é identificado. E, portanto, uma ordem JUDICIAL pode obrigar o editor a divulgá-lo. Assim, comentários considerados inadequados serão vetados.


OBSERVAÇÃO FINAL:


A CP & S Comunicações Ltda é a proprietária do site. É uma empresa privada. Não é, portanto, concessão pública e, assim, tem direito legal e absoluto para aceitar ou rejeitar comentários.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo