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BRASIL. Justiça Eleitoral alinha estratégias com os secretários de TI e segurança para as Eleições 2026

Encontro no TSE visou unificar planos de mitigação de riscos e contingência

Evento foi realizado na sede do TSE, em Brasília, nesta segunda (29) e terça (30) (Foto Reila Silva/Secom/TSE)

Da Assessoria de Imprensa do TSE

O comando tecnológico da Justiça Eleitoral desenhou o mapa de riscos e os planos de contingência que guiarão as Eleições Gerais de 2026. Reunidos na segunda (29) e na terça-feira (30) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, os técnicos e gestores debateram temas cruciais para a segurança do pleito, como a proteção contra ataques cibernéticos e a prevenção de incidentes operacionais.

O encontro reuniu os secretários de Tecnologia da Informação (TI) dos 27 tribunais regionais eleitorais (TREs) para o refinamento de estratégias de prevenção e de resposta rápida. Os técnicos debateram cenários que incluem desde a segurança logística e eletrônica até fatores físicos e estruturais. A pauta do encontro foi ampla e abordou frentes complexas, tais como:   

  • segurança  cibernética e infraestrutura de redes;  
  • tratamento  de riscos difusos (desde ameaças digitais a incidentes físicos,  como prevenção de incêndios); e  
  • logística  interna, incluindo sistemas de gestão de pessoas que dão suporte  aos tribunais.  

Para o sucesso de um dos maiores pleitos informatizados do mundo, a sincronia entre os 28 tribunais (TSE e TREs) é considerada fundamental. O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, destacou a importância de cenários serem antecipados.  

“As eleições brasileiras são um desafio tecnológico e logístico. Nosso papel é tentar antecipar todos os problemas e riscos que possam acontecer nesse processo. Para cada um deles, elaboramos estratégias de mitigação, mas, eventualmente, um ou outro risco pode acabar acontecendo, e, nesse caso, precisamos ter um plano B, um plano C”, explicou o secretário. 

Tópicos discutidos

Durante o workshop, os secretários simularam situações práticas para testar a resiliência dos sistemas. Um dos principais tópicos discutidos foi a logística de transmissão dos resultados após o encerramento da votação.  

Os dados das urnas precisam ser transportados de forma segura, criptografada e transmitidos por canais seguros até a central de totalização, no TSE.  

Sobre a engenharia de contingência, Valente explicou como ela funciona na prática, citando o uso de conexões via satélite em locais de difícil acesso.  

“Quando está muito nublado, a tecnologia via satélite não funciona, porque as nuvens impactam. Então, tem que ter um plano B, transmitindo, de uma outra forma, um plano C. Temos que ter esses planos de contingenciamento para garantir que a informação flua e chegue aqui no TSE para totalizar na mesma noite da eleição”, frisou.

Planejamento e transparência

Com o encerramento do encontro, a Justiça Eleitoral consolida mais uma etapa de seu calendário de preparação de infraestrutura. A avaliação é que a grandiosidade das eleições brasileiras exige planejamento rigoroso e margem zero para improvisos, pavimentando-se o caminho para um pleito seguro, transparente e eficiente em outubro.  

Após o encontro desta semana, o planejamento das eleições entra agora em sua fase mais visível. Enquanto partidos e federações se organizam para as convenções partidárias — que ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto para oficializar as candidaturas —, as urnas eletrônicas passam por baterias de testes de segurança e seguem abertas para auditoria por entidades fiscalizadoras, que podem analisar os códigos-fonte dos sistemas eleitorais até o início de setembro.  

O cronograma de segurança atinge o seu ápice no fim de setembro, com a realização da Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas no TSE, quando os programas são preparados e distribuídos para os tribunais regionais abastecerem as urnas. A partir daí, o calendário corre para o domingo de 4 de outubro, data em que mais de 150 milhões de eleitores vão às urnas para o 1º turno.

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