15 universidades federais em greve. Santa Maria decide quinta

A decisão de docentes de 15 instituições federais de ensino superior, que estão paralisados, significa que a UFSM também vai parar? A pergunta talvez seja respondida na assembléia marcada para quinta-feira, às 3 da tarde, no Anfiteatro C, do prédio 18, no Campus.// É verdade que a determinação dessas universidades significa um alento para os que defendem a greve também em Santa Maria. Mas, convenhamos, no caso local, até onde pude apurar, é um grupo minoritário. As lideranças se preocupam não exatamente com a deflagração, mas com a manutenção do movimento.// E, mesmo que isso seja definido, isto é, que a adesão à greve nacional se confirme, há consenso: nããão existe mobilização suficiente para garantir um mínimo de unidade. Como falou-me ontem um professor, com grande experiência em comandos grevistas: “não vou fazer greve apenas para trabalhar sábados, domingos e feriados, enquanto a maioria está em aula ou em casa ou viajando”.// É esse, penso, o clima que antecede a reunião decisiva desta quinta-feira.// Além da UFSM, são outras 46, mais de 75% portanto, as instituições que ainda não se decidiram. E, o mais interessante, nas assembléias realizadas até aqui (e outras serão realizadas para definir, em todo o País, o que será feito), a participação efetiva dos docentes é, para dizer o mínimo, irrisória. Quem quiser, é só conferir o excelente quadro publicado hoje, no jornal A Razão, com a situação em todas as 61 Universidades Federais brasileiras, em reportagem assinada por Thais Miréa. // Só para exemplificar: apenas 57 docentes decidiram pela greve a partir de hoje, na Universidade Federal do Maranhão. Em Santa Maria, semana passada, foram 133 (ao longo da reunião). Que tal?



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