O dilema dos docentes estaduais. Reajuste aprovado significa o fim da greve?

De manhã, com o Gigantinho lotado, em Porto Alegre, cerca de 5 mil professores, representando todos os núcleos do CPERS-Sindicato, decidiram manter o movimento paredista e se pronunciaram contrários à proposta de reajuste oferecida pelo Governo do Estado – 8,57% parcelado em quatro vezes, a primeira agora em 1º de maio e a última em março de 2007.
À tarde, a maioria governista aprovou a proposta do Palácio Piratini, com a rejeição de três emendas da oposição (PT e PC do B, basicamente), que previam mais parcelas e o aumento passaria a 10%.
A grande questão nesse momento é outra. Ou são outras:
O que fará o magistério? Manterá o movimento, mesmo que se sabe ele é parcial? Conseguirá reter mobilizada a categoria, sabendo que outro reajuste não virá? Perseguirá uma vitória de Pirro, impossível de ser alcançada, segundo todas as avaliações?
Essas questões terão que ser resolvidas pelos docentes. Já o governo, aparentemente, preferiu apostar. E, por enquanto, ganhou. Até quando, não se sabe.



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