Eleições 2006. Partido Verde abdica de vencer. A ele só interessa uma coisa: a sobrevivência

Há um mito em torno da cláusula de barreira. Diz-se, forçando a barra, e vê-se isso com clareza na propaganda gratuita no rádio e na TV, feita pelos partidos por ela ameaçados, que as agremiações políticas vão desaparecer. Engano. E dos grandes.

Na verdade, a cláusula (5% dos votos nacionais para deputado federal, com 2% no mínimo em nove estados), se não for cumprida, não extinguirá os pequenos. Apenas (o que não é pouco, pode-se admitir) os obrigarão a viver às suas próprias custas. Não será mais a sociedade, através de verbas do Fundo Partidário e da renúncia fiscal feita para ceder espaços obrigatórios nos veículos eletrônicos de comunicação, que os manterá.

E mais: os partidos que não atingirem o índice mínimo, não terão mais direito a líder de bancada e outraas muitas mordomias disso decorrentes. O que, penso eu, também é bom para o contribuinte. Mas, de resto, poderão continuar a existir. Como farão vários partidos ideológicos (o PCB e o PSTU, para ficar em 2), já habituados a cuidar da própria vida.

É também, penso eu, o que deveria fazer o Partido Verde. Tem uma bandeira forte. E deveria cuidar dela amealhando apoios, inclusive financeiros, junto aos seus filiados. No entanto, prefere a cantilena. Diz que será extinto, e por conta disso, mais que expor suas idéias, suplica por votos na legenda, como forma de manter-se nacionalmente. É uma vergonha. Mas pode dar certo. Pelo menos, a tentativa é feita.

Veja por exemplo o que diz, em reportagem que o jornal A Razão publica nesta segunda-feira, o próprio candidato ao governo gaúcho, Edison Pereira, que esteve em Santa Maria entre sexta-feira e sábado. Mais que pedir votos para chegar ao Palácio Piratini, implorou sufrágios para a legenda superar a cláusula de barreira. O texto é da repórter Letícia Rodrigues. Confira:

”Em busca de votos para a
sobrevivência do partido

Candidato a governador pelo PV esteve em SM e destacou a importância do partido ter representatividade

O candidato ao Governo do Estado pelo Partido Verde (PV), Edison Pereira, esteve em Santa Maria na sexta-feira, quando participou de um jantar na Vila Urlândia. No sábado, Pereira e candidatos a deputados do PV visitaram o Arroio Cadena e uma escola na Vila Renascença. Para simbolizar a preocupação do partido com o meio ambiente, eles plantaram, na margem do arroio, uma muda de ibisco. Depois, o candidato fez caminhada pelo Calçadão.

Ele destacou alguns pontos entre os 43 definidos no seu programa de governo, como a segurança e a educação. “Mas em todas as áreas o ponto fundamental é o desenvolvimento sustentável”, destaca. Pereira também enfatizou a profissionalização da administração pública.

Questionado sobre o porquê de apenas o PV enfocar a questão da cláusula da barreira (confira no quadro) em sua propaganda eleitoral gratuita, ele foi direto. “Acho que os demais partidos não estão muito preocupados, pois acreditam que têm condições de eleger seus candidatos ou têm vergonha de pedir ajuda dos eleitores”, disse.

“Já o Partido Verde tem a humildade de reconhecer essa questão e pedir a ajuda da população, pois é um partido ético, que se posiciona e não está envolvido com a corrupção”, afirma. Ainda em relação à cláusula de barreira, o candidato relatou que muitas pessoas estão enviando e-mails para o PV para se informar melhor sobre a questão.

Edison Pereira acredita que há boas perspectivas do partido continuar a existir após…”

SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página do jornal na internet, no endereço www.arazao.com.br, ou na versão impressa, nas bancas nas primeiras horas desta segunda-feira.



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