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Transporte. Sem a revisão de gratuidades e meia-passagem, dificilmente a tarifa vai cair

Idosos, deficientes, portadores da HIV, doentes renais crônicos, fiscais municipais, oficiais de justiça, policiais. Não são os únicos. Mas os citados estão entre aqueles que não pagam passagem de ônibus urbano, por força da legislação – seja ela federal, estadual ou municipal.

E há também os que pagam apenas meia passagem. Aqui estão os estudantes – independente de quanto seja a sua renda, empregados domésticos, professores municipais, fiscais do ministério do Trabalho e acompanhantes de portadores de deficiência. Todos, também, por determinação legal.

Os empresários do setor de transporte coletivo alegam que, só essas categorias obsequiadas com redução total ou parcial da tarifa, impedem que seja cobrado um preço menor, mais compatível com o conjunto dos usuários. Seria algo como 1/3 de todos os que se utilizam de ônibus os que têm esse benefício. E, como não há subsídio algum por parte dos poderes públicos, quem paga a conta são os 2/3 restantes.

Uma boa, uma excelente discussão, é preciso convir. Mas que, desde logo, está contaminada pela paixão. Ou você acha que, por exemplo, não haveria uma “revolução”, se os estudantes que hoje, indistintamente, pagam “meia”, aceitariam por exemplo, criar alguma espécie de filtro, beneficiando apenas os de baixa renda? Hein?

Pois é. Em todo caso, o empresariado discute o tema, e pretende aprofundá-lo com a participação do poder público municipal. Esse é tema de reportagem que o jornal A Razão publica, em sua edição desta terça-feira. Confira:



”Preparando os argumentos
Empresários querem esclarecer à população quem está pagando as gratuidades do transporte coletivo

Os representantes do Fórum de Entidades Empresariais entraram de vez na discussão sobre a concessão de gratuidades no transporte coletivo urbano de Santa Maria. O assunto pautou a reunião de ontem, ocorrida no reservado do Restaurante Augusto, e contou com a participação do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Seccional/Santa Maria, Jorge Maciel.

Na oportunidade, ele se mostrou a favor de que sejam criados mecanismos para que a população saiba quanto custa, quem paga e quem está recebendo o benefício em Santa Maria, seja por força de lei Federal, Estadual ou municipais. “As pessoas precisam saber de onde vem os recursos para bancar o benefício e quanto isso repercute no preço de cada passagem paga pelo usuário normal do transpor coletivo na cidade”, comentou.

A reunião abriu oficialmente a postura que a comunidade empresarial local pretende adotar, em parceria com as empresas do transporte coletivo urbano da cidade, dialogando com a Prefeitura no sentido de que seja feita uma revisão em todas as gratuidades concedidas. Atualmente, 34% das linhas de ônibus representam as gratuidades concedidas por leis. Não há qualquer tipo de fundo que subsidie o benefício, que tem o custo inteiramente absorvido pelos empresários que compram vale-transporte e pela população que utiliza regularmente o sistema.

O empresário Augusto Mânica lembrou da necessidade dos empresários definirem bem os argumentos que serão utilizados para que o pleito da comunidade seja levado a efeito. “Precisamos convencer juizes, vereadores e a opinião pública sobre a importância desta iniciativa”, comentou.

Já o coordenador do Fórum de Entidades Empresariais, Saul Souza, disse que conversou informalmente com o prefeito Werner Rempel sobre o assunto. Na oportunidade, ele confirmou a disposição da Prefeitura em falar sobre o assunto, mas pediu para que aguardassem o retorno de Valdeci Oliveira, que se afastou para tocar a campanha de Lula no RS.

Hoje, os empresários do transporte realizam uma reunião com a assessoria jurídica para elaborar documento detalhando a concessão das gratuidades no Município. Este documento será apresentado em reunião extraordinária do Fórum de Entidades Empresariais, que…”


SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando a página do jornal na internet, no endereço www.arazao.com.br, ou na versão impressa, nas bancas nas primeiras horas desta terça-feira.

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