Parlamento. A luta, que pode ser fraticida, para comandar o Senado e a Câmara dos Deputados

Uma possibilidade, para presidir a Câmara dos Deputados, é um candidato do PMDB. E aqui há dois nomes se articulando. Outra, seria um petista, que pelo menos desta vez parece estar unido em torno de apenas um nome. E a terceira alternativa é manter o atual Presidente. Não necessariamente nesta ordem, dificilmente deixará de ser uma dessas opções a que prevalecerá na escolha do terceiro nome do Poder da República (os dois primeiros, obviamente, são os do Presidente e Vice).

No Senado, há apenas duas escolhas possíveis. A do atual Presidente e de uma eventual oposição pefelista, que contaria, quem sabe, com apoio do PSDB e do PMDB não-governista. O certo é que, tanto numa quanto noutra casa do Congresso, a batalha já começou. E atinge interesses extra-parlamento, o que oferece uma conotação maior ainda.

Esse é o tema, aliás, do artigo do jornalista Francklin Martins, da TV Bandeirantes, em sua página na internet. Vale apena, penso eu, ler atentamente. Inclusive para saber a quantas andam os bastidores da luta pelo poder no Legislativo brasileiro. Acompanhe:

”Quem comandará a Câmara e o Senado. A luta começou

Começam a ganhar velocidade as articulações para as disputas pelas presidências da Câmara e do Senado. São batalhas cruciais para o jogo político nos próximos dois anos. Dependendo do seu desfecho, Lula terá maiores ou menores possibilidades de manter a iniciativa até as eleições municipais de 2008. Basta olhar o passado recente para se dar conta disso.

Foi com a eleição de Severino Cavalcanti para o comando da Câmara, no início de 2005, que a crise da segunda metade do governo Lula virou bola de neve rolando ladeira abaixo. E a mesma crise somente começou a amainar quando, defenestrado Severino, a oposição quis dar um passo maior que suas pernas e foi derrotada na tentativa de emplacar um pefelista na presidência da Câmara. A eleição de Aldo Rebelo, no final de setembro, permitiu ao governo sair das cordas e retornar ao centro do ringue.

Se estiver unida, a base governista não terá maiores dificuldades para eleger o presidente da Câmara. Em tese, há três possibilidades. A primeira é a que obedece à tradição: o PMDB, maior partido na casa, indica o novo presidente. Os nomes mais fortes são os dos deputados Geddel Vieira Lima (BA) e Eunício Oliveira (CE). Geddel é um neo-lulista. Fez oposição ao presidente até o ano passado, mas, desde o primeiro momento da campanha eleitoral, apoiou Lula, tendo sido um aliado importante de Jaques Wagner na Bahia. Já Eunício, ex-ministro das Comunicações, foi um dos principais líderes da ala governista do PMDB nos últimos anos.

Em tese, a eleição de um peemedebista seria a solução natural para a disputa. Mas o PMDB já tem a presidência do Senado e existe uma espécie de código não-escrito de que é melhor evitar que os comandos das duas casas do Congresso estejam nas mãos do mesmo partido. Se esse raciocínio prevalecer, o PT, como segunda bancada, se habilitaria a presidir a Câmara. E aí o nome mais forte seria o do líder do governo, Arlindo Chinaglia (SP). É um parlamentar com muito trânsito entre seus colegas. Fala-se também no baiano Walter Pinheiro, da ala esquerda do partido, o deputado mais votado do PT. O mais provável, porém, é que Pinheiro venha a ser o líder da bancada.

A terceira possibilidade é a reeleição de Aldo Rebelo. Não tem a seu favor nem a tradição, nem o tamanho da bancada de seu partido, o PCdoB, que elegeu apenas 13 deputados em outubro. Mas é a alternativa preferida por Lula, que não vê razão para se mexer no time que está ganhando e acredita que Aldo pode ser uma solução de compromisso entre os dois grandes partidos da base governista, o PT e o PMDB. Evidentemente, ambos teriam de ser compensados de alguma forma na composição do novo governo, mas isso não chega a ser um problema incontornável. As declarações do presidente do PT, Marco Aurélio Garcia, e do próprio Geddel Vieira Lima de que não estão irredutíveis em suas pretensões abrem espaço para uma solução negociada dessa natureza.

E no Senado? O atual presidente, Renan Calheiros, do PMDB, é franco favorito, mas o PFL vem ameaçando lançar a candidatura do líder José Agripino Maia. Se a ameaça se concretizar, haverá uma guerra entre…”


SE DESEJAR ler a íntegra do texto, pode fazê-lo acessando o blog do jornalista Franklin Martins na internet, no endereço http://www.franklinmartins.com.br/post.php?titulo=quem-comandara-a-camara-e-o-senado-a-luta-comecou.



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *