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Última que morre. Comentarista e a esperança em revisão do reajuste a congressistas

Só mesmo com muita fé. Mais tarde, publicarei aqui, com meus comentários, reportagem feita a partir de entrevista com o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo. Ao lê-la, você perderá boa parte de sua eventual esperança em uma revisão do reajuste autoconcedido pelos congressistas, e que vai significar um acréscimo de 91% no contracheque de deputados e senadores.

Mas o íntegro e correto Franklin Martins, comentarista da TV Bandeirantes, antes de saber das manifestações de Rebelo, mostra por A mais B que ainda haveria uma possibilidade de reversão, apostando que o desgaste provocado pela reação da população (será mesmo a população? Ou apenas a classe média bem informada? Pois é… ) com o estapafúrdio ato parlamentar.

Martins aponta (sem afirmar, porém) para essa possibilidade e até alinha algumas coisas bem concretas como base para a sua opinião. Acompanhe você mesmo:

”Recuo com desgaste ou marcha da insensatez

Com que estado de espírito os deputados e senadores voltarão de seus estados para Brasília? Se não permaneceram trancados em casa e se conversaram com os eleitores de quinta-feira para cá certamente terão captado a indignação ampla, geral e irrestrita da população com o aumento de 91% dos subsídios dos parlamentares. Há muito tempo não se sentia no país um clima de repúdio tão unânime e tão forte a uma decisão do Congresso como nos últimos dias.

Tecnicamente, os especialistas avaliam que se trata de um jogo jogado. As mesas da Câmara e do Senado, com base em resolução anterior aprovada nos plenários das duas casas, podiam equiparar os subsídios dos parlamentares aos vencimentos dos ministros o Supremo Tribunal Federal no momento que julgassem mais adequado. Do ponto de vista legal, portanto, não haveria nada a objetar ao ato assinado por Aldo Rebelo e Renan Calheiros, que, além disso, só valeria para a nova legislatura, como estabelece a Constituição.

Essa interpretação, no entanto, é contestada por um pequeno número de deputados e senadores, que prometem bater às portas do STF exigindo que o aumento específico seja discutido e votado pelo Congresso. É pouco provável, porém, que eles venham a obter respaldo da cúpula do Poder Judiciário para sua pretensão.

Assim, a manutenção ou não do estapafúrdio aumento dependerá basicamente da reação política dos parlamentares ao clamor das ruas. Ou melhor, dependerá em especial da sensibilidade da elite parlamentar à indignação dos eleitores. Afinal, do baixo clero não se espera que demonstre grande preocupação com os humores da opinião pública.

Nesse fim de semana, alguns sinais de fumaça deram a entender que, politicamente, a fatura pode não estar liquidada. O presidente do PMDB, Michel Temer, por exemplo, pediu que o assunto volte a ser debatido, para que se encontre uma fórmula de aumento capaz de ser aceita pela população. No PT, cujo líder na Câmara já havia pronunciado-se contra o aumento na semana passada, a inquietação também é muito forte. Embora seja evidente de que será feroz a resistência de boa parte do Congresso a qualquer tentativa…”


SE DESEJAR ler a íntegra do artigo, pode fazê-lo acessando a página do jornalista Franklin Martins na internet, no endereço http://www.franklinmartins.com.br/post.php?titulo=recuo-com-desgaste-ou-marcha-da-insensatez.

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