Estímulo ao consumo. Carros populares terão IPI zero por pelo menos nove meses neste ano
O governo federal deve anunciar nesta segunda-feira que, não obstante a redução na arrecadação, manterá por mais três meses a renúncia ao IPI para carros populares e a redução do tributo para veículos de categorias maiores. Isso significa, objetivamente, que ao longo de três quartos deste 2009 o mercado automotivo terá essa vantagem.
Isso traz duas conseqüências objetivas, além da arrecadação tributária menor. Uma é a manutenção, e até acréscimo, da atividade num setor importante para a economia do País, por seu grande volume e a quantidade de empregos que gera, direta e indiretamente. Outro tem a ver com Santa Maria, que está à beira de ver um mês recordista na venda de veículos.
Especificamente sobre a medida a ser confirmada neste início de semana pelo governo, que admite haver mudança no último trimestre do ano (mas ainda assim com imposto reduzido), acompanhe reportagem assinada por Beatriz Abreu, nO Estado de São Paulo. A foto é de Elza Fiúza, da Agência Brasil. A seguir:
Corte de IPI de carro é prorrogado
Apesar da forte queda na arrecadação e do primeiro déficit nas suas contas, o governo decidiu renovar as desonerações de impostos, abrir mão de cerca de R$ 3 bilhões e persistir na adoção de medidas de estímulo à economia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciam na segunda-feira a renovação da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) por mais três meses para o setor automotivo e antecipam aos consumidores a escala para o aumento gradativo das alíquotas para o período outubro-dezembro.
As medidas de estímulo à economia consideram, ainda, a renovação da redução do imposto praticado para os setores da construção civil e de bens duráveis da chamada linha branca, como geladeira, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos. As propostas foram detalhadas ontem pelo ministro Mantega e sua equipe após reunião com a presidente do Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV), Luiza Helena Trajano, e outros dirigentes do setor de varejo. O setor de bens de capital também será estimulado, mas não por desonerações e sim por linhas de crédito de baixo custo que serão oferecidas pelo BNDES…
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