Amor de soslaio. Saiba por que Lula trata tão bem Serra, gerando ciúme e inveja, aqui e acolá
Há razões objetivas e de Estado, para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, trate tão bem São Paulo e, especialmente, seu governador, o tucano José Serra (os dois na foto de Fabio Rodrigues Pozzebom, da Agência Brasil). Como trata (ou deveria, ao menos) os demais Chefes do Executivo estaduais.
Mas existem, igualmente, inclusive porque falta menos de dois anos para o pleito presidencial, outras razões. São, digamos, psico ou antropológicas. Mas fazem todo o sentido. E inclusive explicam por que alguns Presidentes se dão melhor do que outros, nas relações com seus antecessores ou sucessores. Também trazem luz aos que não conseguem assimilar o ciúme e a inveja despertados em aliados. Entenda, no texto magnificamente construído, de Tales Faria, editor chefe do Jornal do Brasil. A seguir:
Eles também querem consideração
A história foi contada por Fernando Collor de Mello, quando presidente da República, a seus articuladores políticos no Congresso. Ele tentava mostrar ao grupo que, às vezes, só o fato de tratar bem os congressistas já era o suficiente para manter uma boa relação com sua base parlamentar (A verdade é que o Collor tratava muito mal o Congresso e acabou sofrendo impeachment – mas isso são outros 500).
Bem, voltemos à história que o Collor contava ao grupo: Era uma vez um político do Nordeste que foi fazer campanha numa cidade daquelas do interior. Mas, quando chegou, encontrou um velho maltrapilho que se encostou a seu lado. Época de campanha, o político não teve dúvida: deu uma nota equivalente a uns R$ 10 pro velinho e foi-se embora. Mais adiante, ao entrar num boteco lotado para cumprimentar eleitores, lá estava o velinho, puxando-lhe a manga da camisa. O político deu de ombros, virou-se pro outro lado e foi em frente. Quando foi subir no palanque do comício, lá estava o velho novamente a puxar-lhe a manga da camisa. O político, então, não resistiu e voltou-se para o sujeito: Eu já não lhe dei dinheiro? E o velhinho respondeu: Deu sim, mas o que eu queria mesmo era consideração
Digo isto para argumentar que, às vezes, mais importante do que dinheiro e poder é a, digamos, consideração.
Por que Itamar Franco tanto odeia o Fernando Henrique Cardoso, se o presidente que o sucedeu até arrumou-lhe um belo cargo de embaixador na Itália, com direito a todas as mordomias e rapapés do meio diplomático? Simples: porque, mesmo lá, à distância, Itamar ouvia histórias sobre as piadas que a Corte aqui em Brasília fazia – capitaneadas pelo próprio FHC – a respeito de seu jeito simplório. As comparações entre os dois. A nova base política de Fernando Henrique tentando entregar ao presidente de plantão todo o sucesso do Plano Real, tirando os créditos de Itamar
SUGESTÔES DE LEITURA – confira aqui a íntegra do artigo Eles também querem consideração, de Tales Faria, do Jornal do Brasil. E clique aqui para ler, igualmente, outras notas e informações publicadas pelo Blog dos Blogs.





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