Incrível! E não é que até Jefferson Perez não encontra prova suficiente para condenar Renan?!
Foi – e ainda está sendo – um barulhão. São nada menos que seis representação por quebra de decoro parlamentar contra Renan Calheiros. Uma delas, já julgada no plenário, resultou na absolvição. E como andam as outras? Ok que duas têm, na relatoria, senadores amigos do presidente licenciado. E duas sequer têm relator. Mas uma delas conta, para relatar, com um indiscutível (até aqui) opositor do alagoano, o amazonense do PDT, Jefferson Peres. E é, dizem, as mais fortes: é aquela que envolve o inimigo paroquial do senador, o empresário João Lira.
Mas, e que é mais incrível, nem nessa há provas suficientes para defenestrar o rapaz. E até Peres pede ajuda para encontrar alguma coisa capaz de condenar Renan. Hein? Isso mesmo. Ah, a propósito, confira nota publicada pelo independente jornalista Ricardo Noblat. A seguir:
Impunidade à vista
Sondado por Leomar Quintanilha (PMDB-TO), presidente do Conselho de Ética do Senado, para relatar ali um dos processos de quebra de decoro contra Renan Calheiros (PMDB-AL), Jefferson Peres (PDT-AM) respondeu que só aceitaria a missão em último caso. Pressionado, aceitou. Agora se queixa de carecer de motivos para pedir a cassação de Renan.
Recapitulemos: por 40 votos contra, seis abstenções e 35 a favor, Renan escapou de ser cassado pelo uso do dinheiro de um lobista de construtora para pagar despesas da ex-amante Mônica Veloso. Há mais quatro processos contra Renan. Em um deles, Renan é acusado de ter salvado uma cervejaria de pesada multa. Em troca, ela comprou à família Calheiros uma fábrica de refrigerantes falida. O relator do processo é Almeida Lima (PMDB-SE), servo fiel de Renan. Não dará em nada.
Em outro processo, Renan é acusado de ter embolsado grana desviada de ministérios controlados pelo PMDB. O relator é João Pedro (PT-AM), amigo de Lula de se banharem juntos nas águas do rio Amazonas e de encherem a cara. No passado remoto, é claro. O último porre oficial tomado por Lula data de 1974, segundo ele. João Pedro alega não dispor sequer de indícios para pedir a condenação de Renan. Outros dois processos continuam sem relatores.
Um deles tem a ver com a tentativa frustrada de espionagem dos senadores Marconi Perilo (PSDB-GO) e Demóstenes Torres (DEM-GO). O ex-deputado pelo PTB Pedro Abrão foi convidado por Francisco Escórcio, assessor especial de Renan, para filmar e grampear os dois senadores. Recusou-se e contou a eles. Recentemente negou tudo. Escórcio jura ser inocente. Mesmo demitido do Senado, ouviu de Renan a título de consolo: Eu sei, eu sei, até porque eu não lhe pediria uma coisa dessas.
Dez entre cada dez senadores de um total de 81 ainda admitem que o único processo capaz de custar a Renan o mandato é o que coube a Jefferson relatar. Com dinheiro de origem desconhecida e se valendo de laranjas, Renan associou-se ao usineiro João Lyra na compra de um jornal e de duas emissoras de rádio em Maceió. Na época, Lyra e Renan eram aliados políticos. Romperam mais tarde. Na semana passada, Jefferson confidenciou a alguns colegas que entrou numa fria…
SUGESTÕES DE LEITURA – confira aqui a íntegra da nota Impunidade a vista, de Ricardo Noblat. E clique aqui para ler outras notas do mesmo jornalista.





ATENÇÃO
1) Sua opinião é importante. Opine! Mas, atenção: respeite as opiniões dos outros, quaisquer que sejam.
2) Fique no tema proposto pelo post, e argumente em torno dele.
3) Ofensas são terminantemente proibidas. Inclusive em relação aos autores do texto comentado, o que inclui o editor.
4) Não se utilize de letras maiúsculas (CAIXA ALTA). No mundo virtual, isso é grito. E grito não é argumento. Nunca.
5) Não esqueça: você tem responsabilidade legal pelo que escrever. Mesmo anônimo (o que o editor aceita), seu IP é identificado. E, portanto, uma ordem JUDICIAL pode obrigar o editor a divulgá-lo. Assim, comentários considerados inadequados serão vetados.
OBSERVAÇÃO FINAL:
A CP & S Comunicações Ltda é a proprietária do site. É uma empresa privada. Não é, portanto, concessão pública e, assim, tem direito legal e absoluto para aceitar ou rejeitar comentários.