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Um bom troco. Partidos receberão R$ 135 milhões em 2008. Quatro deles levam mais da metade

Existem hoje, no Brasil, 27 agremiações políticas devidamente regularizadas junto ao Tribunal Superior Eleitoral. É verdade que bem mais da metade, quase dois terços, são minúsculas siglas. Parte delas, politicamente honestas, o restante simples feudos de personalidades ou arapucas, mesmo.

 

Em todo caso, não há problema algum em haver bastante partidos. A sociedade vai acabar selecionando (e já está fazendo isso, na prática) os que realmente contam. Os demais, quando houver uma minimamente séria reforma política, perderão espaço  inclusive na mídia obrigatória. E, também, claro, na repartição de verbas do chamado “fundo partidário”.

 

É, acredite, um bom troco. Só em 2008 passa um pouquinho de R$ 135 milhões. Algo como um pila por eleitor, mais ou menos. E, conforme os critérios fixados pela Justiça (número de deputados, por exemplo), os partidos maiores acabam por abocanhar a maior parte.

 

Antes de ficar brigando com isso, reconheça-se o mérito desses partidos que, afinal, se organizaram no País inteiro, têm a maior quantidade de filiados e, portanto, como diz aquele amigo nosso, “fizeram por onde”. Na verdade, um quarteto de siglas, sozinho, leva mais de 50% do troco. No caso, PT, PMDB, PSDB e DEM. Eles terão disponíveis, ao longo de 2008, aliás um ano eleitoral, mais de R$ 71 milhões.

 

PERGUNTINHA (impertinente) claudemiriana: quais os partidos você imagina obterão maior êxito eleitoral em 5 de outubro? Tchan-tchan-tchan-tchan! 

 

 

SUGESTÃO DE LEITURAconfira aqui a íntegra da reportagem “Sem Orçamento aprovado, TSE repassa parcela mínima de fundo partidário”, produzida pela Agência de Notícias do Tribunal Superior Eleitoral. No texto você encontrará, inclusive, a quantia destinada a cada uma das agremiações.

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