Isaias Romero absolvido. Oposição não confessa,mas conta os dias para virar maioria na Câmara
Ok, ok, ok. Não peça para que alguém faça uma confissão pública. Mas, no anonimato, ninguém, na oposição municipal, nega: sonha com o dia em que será maioria no parlamento. É verdade que, com todos os grandes projetos já votados, e principalmente com a Mesa Diretora já eleita, o efeito prático será pequeno. Mas atrapalhar (politicamente) o governo sempre será possível, como me disse um importante integrante do grupo oposicionista.
Mas, como será isso possível? Simples: hoje são sete a sete. Pelo governo, PT (4 edis), PR (1), PTB (1) e PSB (1). Na oposição, PMDB (5) e PP (2). Essa situação seria a mesma, em princípio, se o mandato de Isaias Romero, do PMDB, fosse devolvido ao PDT. Não foi, como você soube aqui, com absoluta primazia, pouco depois das 4 da tarde de ontem. Nesse caso, assumiria Marcelo Bisogno, que tenderia a compor com o governo. Se manteria, portanto, o placar.
Com a absolvição do peemedebista, a oposição aguarda para assumir, a qualquer momento, a cadeira de Júlio Brenner, que já perdeu o mandato no STF, mas a execução da sentença ainda não aconteceu. Quando isso ocorrer (e ninguém sabe a data, ao certo), quem assume é Paulo Denardin, do PP, hoje primeiro suplente. Quer dizer: nessa circunstância, ficaria 8 a 6 – com o retorno, em junho, do tucano Jorge Pozzobom. O que significará, por certo, aborrecimento para o governo. Em princípio, claro. Na prática, se verá.
EM TEMPO: relembrando a absolvição de Romero pelo TRE, ontem, e acrescentando à nota publicada logo depois, diga-se que foi aceita, pelos julgadores, a tese da defesa, exercida pelo advogado Robson Zinn. O Tribunal entendeu ter havido justa causa e grave perseguição, e manteve Romero no PMDB.





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